Doses CAVALARES de Soníferos

4

Agenor Piccinin empilha atacantes e pouco muda. FOTO: Daniel Correa.

Quando a tabela do TARSÃO foi divulgada pela Federação Grenal de Futebol, o São Paulo teve a sorte de ter o mando de 8 partidas. A primeira foi transferida, a segunda em SATOLEP com portões fechados e a terceira um empate filho da mãe com o Lajeadense. A esperança da reabilitação veio contra o VEC. Depois de um primeiro tempo de superação, um segundo tempo de estagnação. A vexatória derrota para o time da terra da longevidade diante dos seus, aciona o sinal VERMELHO na Linha do Parque. 

Com o retorno do atacante Ray e do lateral Wanderley, o Sampa contava apenas com o desfalque do serelepe Chumbinho, que havia feito ótima partida na quinta-feira. Com um bom público, apesar das quatro partidas sem vitória, o torcedor compareceu. Esse é dos bons.

Eis que surge a dúvida: o que fazem os jogadores do São Paulo antes de entrarem em campo? Tomam doses CAVALARES de soníferos? Comem PEDRAS? Não é possível que um time entre dormindo em TODOS os tempos de TODOS os jogos. Talvez seja o reflexo de um treinador que prefere sentar de braços cruzados e que pouco orienta. Ou o reflexo de jogadores com culturas diferentes de futebol. Do atual elenco, pouquíssimos já disputaram a primeira divisão da província. É como tu colocar dançarino de Axé pra dançar CHULA. Sobra MALEMOLÊNCIA e falta DEDO NA CARA.

3

O raçudo Balduíno comemora o golo rubro-verde. (FOTO: Daniel Correa)

Logo aos 2 minutos de peronha rolando, JUBA (maldoso com o LEÃO) entrou trotando na área rubro-verde, como se ninguém tentasse pará-lo e tocou no canto do goleiro Pablo. A torcida que tentava incentivar, ficou atônica com aquele papelão que pagou para ver. Pelo menos o gol pareceu ter sido o antídoto dos soníferos. Desde então, o domínio da partida foi do rubro-verde, mas poucas chances foram criadas. Até que Vinícius, Nata e Robin tramam pela direita e o camisa 10 (o destaque do Sampa) cruzou na cabeça do volante Balduíno. O TESTAÇO não deu chances para o arqueiro longevo. A virada parecia questão de tempo.

E foi. Depois de uma SAPATADA do meio da rua do volante Vasconcelos, que contou com desvio do goleiro e EXPLODIU no travessão, o lateral Wanderley cobrou escanteio com perfeição e o zagueiro Reinaldo tocou no contra pé do guarda-redes que nada pode fazer. A virada do Leão, com raça e imposição, parecia revigorar a estima rubro-verde.

2

Reinaldo marca. FOTO: Daniel Correa.

Na ida para o intervalo, tornando-se única explicação plausível para o que viria a ocorrer no segundo tempo, os jogadores foram submetidos a hipnoses com músicas instrumentais, sopas de CHUMBO e sucos de cogumelos alucinógenos (ns).

Antes dos CINCO minutos da segunda parte, o jogo já apontava 3×2 para os visitantes. Isso porque Lê e Soares haviam marcado para os pentacolores. O terceiro gol longevo foi um tapa na cara da torcida rubro-verde. Uma arrancada de 40 metros de um atacante que não dispõe de grande velocidade, com dois defensores pendurados e um goleiro preso debaixo das traves. A virada RELÂMPAGO findou qualquer expectativa de vitória.

Visivelmente perdidos e abatidos em campo, o onze local não sabia o que havia passado por cima deles. Mal sabiam eles que um time determinado e organizado havia voltado ao relvado disposto a vencê-los, enquanto eles estavam dispostos a… nada na verdade.

Depois de uma mergulhada no –ainda ruim – gramado do Dapuzzo, o atacante Juba foi expulso por simulação. “Agora vai!”. Sonho meu. Com alguns jogadores caminhando em campo, o São Paulo parecia longe de um gol de empate, já os comandados de Julinho Camargo criavam chances a toda hora. Até que Romano driblou BISONHAMENTE dois rubro-verdes e bateu cruzado sem chances para Pablo. O QUATRO a DOIS em casa, com um jogador a mais, depois de um primeiro tempo promissor, era o FATALITY pentacolor.

5

Marcação pentacolor segurou os 4 atacantes rubro-verdes. (FOTO: Daniel Correa)

Sem tempo para mais nada, o São Paulo resumiu-se a bicos para frente e uns dois ou três gols perdidos de frente para a baliza. A doída derrota colocou o Leão na zona de rebaixamento pelo saldo de gols. É bem verdade que enfrentamos duas agremiações com estruturas superiores, jogadores mais renomados e com boas campanhas, mas as atuações bipolares não trazem confiança de uma manutenção na Série A.

Algo deve mudar. Seja comando técnico, tática ou jogadores. Na quarta-feira, o Clássico da Zona Sul contra o Xavante é a chance da redenção. Uma vitória trará ânimo pro resto do certame. Um empate pode até nos tirar do Z3. A derrota, melhor nem pensar nela.

FICHA TÉCNICA:

São Paulo (2): Pablo, Vinícius, Cesinha, Reinaldo, Wanderley, Balduíno, Vasconcelos, Nata, Robin, Ray, Carlos Alberto. Técnico: Agenor Piccinin.

Veranópolis (4): Rodrigo Rocha, George Lucas, Léo Dagostini, Douglas Assis, Marcos Rogério, Romano, Eduardinho, Glauber, Lê, Bruno Coutinho, Juba. Técnico: Julinho Camargo.

Cabreiro,

Matheus Almeida

Publicado em Gauchão 2014, São Paulo-RG, Veranópolis com as tags , , , , , , , , , . ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *