Déjà Vu Pentacolor

alexandre lopes

Chamem de carma, digam que é zica, culpem a chuva ou o que for, mas não há dúvida de que o Antônio David Farina é o inferno do Internacional. Nos últimos seis anos foram cinco confrontos e apenas uma vitória do colorado, em 23 de março de 2008 por 3 a 1. Ao longo da história o Inter soma quatro vitórias e OITO derrotas em território Pentacolor. A oitava ocorreu no último domingo, vitória Pentacolor por 1 a 0.

Em 2013 o embate entre as duas equipes foi a redenção do Veranópolis que com a vitória escapou do rebaixamento e confirmou a classificação para a fase adiante. Neste ano a vitória traz de bônus o alcance ao Brasil de Pelotas, hoje cada um possui 19 pontos e dividem a liderança interiorana.

De última hora o VEC perdeu um de seus principais homens, Bruno Coutinho, que no sábado recebeu oficialmente uma proposta do futebol chinês e no domingo acertou contrato. Além do camisa 32 também não estava em campo o cão de guarda da defesa Marcos Rogério, em seus lugares EL TANQUE Soares e Éder respectivamente.

Com as mudanças na escalação o posicionamento em campo também foi diferente, Glauber fez a primeira função da volância e Eduardinho a segunda e a frente deles quatro atacantes, Lê e Juba abertos nas pontas, Éder e Soares no meio. Nunca imaginei ver ao vivo alguém emulando o saudoso 4-2-4 que muito usei no Super Nintendo.

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Jogando desta forma o VEC começou pressionando o adversário com boas trocas de passes envolvendo completamente os de vermelho e chegando com perigo ao gol. O Inter tinha em Alan Patrick e Otávio as principais armas ofensivas, o primeiro posicionado por Abel Braga atrás da linha de volantes veranense causava preocupação a Julinho Camargo. A primeira chance de gol foi do Internacional que em jogada rápida de contra ataque chegou a área do mandante, mas não conseguiu ultrapassar o goleiro – AVE – César.

A primeira chance Pentacolor deu-se aos 6 minutos quando em bola alçada na área Léo Dagostini, o JESUS zagueiro cabeceou a bola na trave da baliza defendida pelo estreante Dida. Logo adiante aos 13 minutos, iniciando a série de coincidências, George Lucas cobrou escanteio pela direita encontrando EL TANQUE Soares que testou firme no canto, Dida nem se mexeu e a bola balançou a rede, estava aberto o placar.

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Em 2013 ali no mesmo lugar que Soares estava Jonas que depois de escanteio cobrado do mesmo lugar marcou também de cabeça. Encerrando a série de coincidências, na época a derrota custou a quebra da invencibilidade do time titular do Inter, ontem a derrota pelo mesmo placar resultou também em quebra de invencibilidade. O Internacional era o único time invicto até então.

O gol sofrido acordou o visitante que partiu pra cima. Aos 17 minutos Alan Ruschel foi derrubado na área e em marcação duvidosa o juizão deixou passar e só marcou tiro de meta. Querendo mostrar serviço pro patrão os reservas do Inter pressionaram o VEC até o final da partida, mas nada passou pelo FERROLHO PENTACOLOR e o placar foi mantido até o final da partida.

Na próxima rodada o Veranópolis recebe o Juventude no sábado e o Internacional recebe o Brasil na quarta feira. Hoje o VEC é terceiro colocado no grupo A com 19 pontos, mesma pontuação do Brasil. Ambos lideram entre os times do Interior.

Veranópolis (1): César; George Lucas, Léo Dagostini, Douglas Assis, Romano; Glauber, Éder (Juninho), Eduardinho, Soares (Gasparetto); Juba (Carlos Henrique), Lê. Técnico Julinho Camargo

Internacional (0): Dida; Claudio Winck (Aylon), Alan, Ernando e Alan Ruschel; João Afonso (Eduardo Sasha), Augusto e Alan Patrick; Valdívia (Caio), Otávio e Wellington Paulista. Técnico Abel Braga

A fotos são, na sequência, de: Alexandre Lops, vec.net e Lauro Alves.

Baforando na nuca do Brasil – Matheus Primieri

Publicado em Gauchão 2014, Veranópolis com as tags , , , , . ligação permanente.

2 Respostas a Déjà Vu Pentacolor

  1. Ander diz:

    Três coisas:
    1) Adoro referências ao SNES
    2) A cara do Dida na terceira foto, sensacional
    3) Me obriguei a assistir o jogo em Caxias pela transmissão da RBS TV. O narrador e os comentaristas criticaram o segundo eles “pouco quórum” do estádio e disseram que com a campanha que o VEC vinha fazendo, deveria ter um apoio maior da comunidade. Só que eles mesmos reconheceram instantes depois que cobrando 60 reais (e o preço inicial era 80) fica difícil querer lotar uma arquibancada no interior do estado. Metade do preço estava bem pago.

  2. Balejos diz:

    Julinho Camargo mítico com esse 4-2-4, mesmo que sem a bola (aparentemente), todos tenham ficado atrás da linha. Com esse esquema e vestindo uma camisa tipo-anos-90-exportação ninguém segura o VEC. Falta a camisa.

    #1 / 3) – 60 mangos é pra pelar o vivente mesmo.

    As melhores fotos.

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