Sob novo comando, uma nova atitude

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O time era o mesmo. O esqueleto de time, apesar do jovem Yann ter iniciado na titularidade, idem. Porém, a ambição pela vitória foi o que deu o primeiro triunfo alviverde no Alfredo Jaconi em 2014.

Sob o comando do novo dono da casamata jaconera, Roger Machado, o Ju tinha pela frente um São José dirigido interinamente, na tutela de Fábio Trindade. Apesar de Roger afirmar e reiterar conhecer praticamente todo o grupo esmeraldino, o ex-lateral esquerdo e zagueiro teve míseros dois dias para trabalhar com o plantel e, mesmo assim, já resolveu iniciar com algumas peças diferentes das que Geraldo Delamore vinha utilizando.

Primeiro resolveu deixar o FRACO Rodrigo Heffner no banco, dando oportunidade para o egresso da base Juliano, de muito boa atuação. Depois, preteriu Mika para a entrada de Yann, deixando a equipe mais ofensiva, logo que no losango que se formava na meia cancha alviverde – com Leandro Melo, Jardel, Yann e Diogo Oliveira -, o único volante de pegada e marcação era o valente parente de Felipe Melo (ns).

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Verdade seja dita, o Papo na primeira etapa encontrou muitas dificuldades para penetrar no boqueio azul dos da capital, rodando a bola para um lado e pra outro, fazendo lembrar aquele time de Geraldo Delamore. Douglas, uma vez mais, fazia uma interessante atuação. O versátil atacante vem numa crescente muito boa, conseguindo escapar dos beques e construindo inúmeras jogadas de ataque pelos flancos. O garoto Juliano foi outro que esteve muito bem, uma grata surpresa e que deve ter garantido seu posto pro Ca-Ju da próxima quarta-feira. Zulu, na fase de artilheiro do COSTELÃO, fazia um pivô como manda o manual: realizando a parede e, ora dando o passe, ora girando pelo zagueiro (como no lance que ocasionou o pênalti, mais abaixo).

A lamentação ficou por conta de Diogo Oliveira, que sentiu um incômodo na coxa esquerda e teve que ser substituído ainda nos iniciais 45 minutos (mas que não deve ser problema para o clássico). Menos mal que Rogerinho (que o substituiu), principalmente na segunda etapa, conseguiu acrescentar à equipe, sendo o responsável por muitos chutes a gol esmeraldinos. Lá atrás, o canhoto Héverton se apresentava seguro ao lado do CAPITA Rafael Pereira, que se entendia bem com Juliano nos lançamentos em profundidade. Fora um vacilo ou outro, às vezes possibilitando um contra-golpe ao Zequinha – como num lance que, não fosse a assinalação do impedimento, os visitantes teriam inaugurado o placar -, o sistema defensivo se comportava bem.

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E já no suspiro final do primeiro round, quando todos já aguardavam o apito de Jean Pierre VIN DIESEL Lima, eis que aparece Z9 para receber na área, fazer a parede e girar sobre o zagueiro, que somente conseguiu parar o matador jaconero derrubando-o. E aí, não deu outra: pênalti!  O próprio Zulu foi pra bola e, com perfeição no ângulo direito do guapo Luiz Carlos, mandou para o fundo do barbante, levando a vantagem ao vestiário.

A etapa final foi ainda melhor, com praticamente só o Juventude jogando e, finalmente, fazendo lembrar alguma coisa daquela equipe que era soberana em seu reduto no ano que se passou. Ficou evidente que a saída de Delamore e a chegada de Roger deu nova vida aos atletas, um ânimo que foi crucial para o time ser quase perfeito no segundo tempo e entrar com alguma moral no decisivo Ca-Ju desta quarta.

O Ju fez o segundo com Douglas – que já vinha merecendo o seu tento e, na sua comemoração, com direito à subida no alambrado e retirada da camisa, pôde demonstrar bem isso – após um PRIMOR de cruzamento do – sabe de quem? – MITO Zulu, mostrando que também pode quebrar um galho de garçom. E poderia ter chego naturalmente ao terceiro, quarto e lá vai…

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Rogerinho, sempre pelo lado esquerdo de ataque, fazendo ótima dupla com Julinho, conseguia chegar com facilidade à meta de Luiz Carlos e por pouco não deixou também o seu.

A Papada, finalmente, ia tendo sintonia com a equipe, voltando a sorrir e a ter esperança que dias melhores deverão vir. O Jaconi estava agradável como ainda não havia estado em 2014. A peleja serviu para pôr fim de uma vez por todas caso alguém ainda tivesse dúvidas que Geraldo Delamore deveria seguir à frente da equipe. O ânimo mudou, o espírito é outro.

Quarta, no BELO horário para uma partida que poderia parar a cidade (19h30min de um dia útil), teremos nossa grande prova de fogo, que apesar de ser um jogo atípico e onde tudo pode acontecer, os três pontos são cruciais se ainda almejamos uma classificação e o enterro de vez de qualquer chance de rebaixamento.

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O momento é de recomeço ou, ainda, de um verdadeiro COMEÇO em 2014. O momento é de apoiar, acreditar nesta equipe que pudemos ver no último sábado e preencher toda nossa parte quarta-feira no Centenário. Confesso que achei muito interessante a contratação do Roger e, podendo ser esse Ca-Ju o grande marco inicial de tudo, acredito que um novo trabalho de sucesso possa vir a ocorrer.

Acreditar, apoiar e lutar. A nossa função agora é essa!

Pedro Torres

Ficha técnica:

Juventude (2):

Fernando; Juliano (Rodrigo Heffner), Rafael Pereira, Heverton e Julinho; Leandro Melo, Jardel, Yann (Vacaria) e Diogo Oliveira (Rogerinho); Douglas e Zulu. Técnico: Roger Machado.

São José (0):

Luis Carlos; Marcio Lima, Marcelo Oliveira (Everton), Julio Santos e Brida; Ramos (Maxwall), Jonas, Felipe Guedes e Rafinha; Jean e Franciel (Eraldo). Técnico: Fábio Trindade.

Arbitragem:

Jean Pierre Gonçalves Lima, auxiliado por Alexandre Kleiniche e José Eduardo Bernardi.

(as fotos são do Jornal Pioneiro e do sítio do clube)

Publicado em Gauchão 2014, Juventude, São José com as tags , , , , , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

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