Enquanto há vida, há (muita) esperança

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O ditado é batido, já virou CHAVÃO, mas é real quando falamos da dramática situação que o Aimoré vive desde o princípio dessa edição do COSTELÃO. Não bastassem os pilas minguados que vieram para a guaiaca desse indígena, vieram algumas contratações de parco resultado e poucos pontos até aqui, entretanto a esperança, essa velha senhora, em sua face mais dotada de CANDURA, retornou aos corações da briosa legião de adeptos co clube leopoldense.

Bueno, o bochincho desse domingo no Monumental do Cristo Rei ocorreu com uma grande novidade, na casamata alviazul, estava o estreante Hélio Vieira, ex-jogador e ídolo da massa Xavante. O treinador dotado de poucos fios sobre seu CRÂNIO chegou na última sexta-feira na aldeia, após a saída de Ben Hur Pereira, que agora tenta ensinar fundamentos ludopédicos no CARPETÃO do São José.

A direção do time de SÃO LÉO, além deste fato novo tão aclamado por todos, atendeu aos anseios da torcida e, depois de longa espera, o uniforme de número 3, a camisa roxa, chamada de “Paixão Capilé” por remontar às origens desse gentílico tão, tão, tão FODALHÁSTICO que ostenta essa cidade banhada pelo Rio dos Sinos. Resumidamente, havia uma groselha, um xarope chamado CAPILÉ que era fabricado por uma fábrica de São Leopoldo e o município foi conhecido como a terra desse líquido. Com o passar dos anos, devido a toda a repercussão havida, incorporou-se a palavra capilé como gentílico oficial ao lado de leopoldense.

A estrutura do time foi basicamente a mesma, a grande novidade foi mesmo a entrada do PIÁ João Paulo na lateral esquerda. Os rubro-negros que, apesar da chuva, se fizeram presentes na terra-mãe dos teutônicos no Brasil, puderam ver novamente NENA atuando no lugar do lesionado, Gustavo Papa.

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A peleia começou truncada, com bicos dados com unhas ESMERILHADAS de ambas as bandas. A primeira chegada AFU mesmo foi do Brasil, Alex Amado chutou e Rafael operou a primeira de suas ótimas intervenções. No contra-ataque do mesmo lance, foi a vez de Luiz Müller, o NUNO LEAL MAIA das traves, trabalhar. Primeiro Diego Torres e depois, Luanderson fizeram o gigante arqueiro pelotense fazer grandes defesas.

O Aimoré avançou, passou a tocar a MAIS QUERIDA de lado a lado, mas o meio-campo do GEB é muito organizado, tchê, isso chega a irritar de tão experiente e matreiro que é o escrete do Rogério Zimmermann. Em um dos vários contra-ataques puxados por Cleiton, Túlio Souza chutou e R1 usou seu pé para evitar um tento certo. Novamente, a resposta foi rápida, entretanto Paulo César está querendo me fazer crer que será um novo EVILÁSIO e perdeu um gol daqueles de BARBADA.

Aos 37′, em uma bobeada aimoresista na cabeça da área, contem-me uma novidade agora, os jogadores capilés fazem essa mesma CAGADA em todos os jogos, Túlio Souza fez uma jogada em diagonal e, com precisão, encobriu o goleiro cabeludo e sua farda amarilla para colocar o time da terra de VITOR RAMIL na frente.

O primeiro tempo terminou com a vantagem no escore para o Brasil de Pelotas, na volta dos vestiários, Seu Vieira fez uma alteração. O pouco produtivo PC saiu para a entrada do CATEGÓRICO Renato Medeiros, que apesar de pender para o modo VIGÁRIO JOSÉ INÁCIO em alguns momentos, é o cara com maior massa encefálica no bairro Cristo Rei atualmente.

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O ímpeto do time alviazul foi acometido por um susto, em uma das saídas rápidas pela esquerda, AMADINHO serviu o homem do gol, Túlio Souza, e esse exigiu mais um dos milagres do santo fã de SKID ROW que habita as metas do estádio barranquista.

Já com Ismael Gaúcho em campo, a proposta de jogo foi alterada por aqueles que vestiam a indumentária roxa, o recém-chegada centroavante fez uma boa PAREDE para Toto que exigiu mais uma das peripécias de Luiz Müller. A tônica do segundo tempo se mantinha nessa toada, o volume de jogo era do Índio metropolitano, mas o pessoal de SATOLEP tinha as saídas rápidas, sem contar a grande atuação de Evaldo e Fernando Cardozo que isolavam qualquer objeto redondo que aparecesse.

Mas no apagar das luzes, Renato Medeiros cobrou uma falta do meio do crime, de modo despretensioso, a ingrata fez uma parábola e caiu próximo de onde o GIGANTE DE ÉBANO, Ismael Gaúcho, tentou a torneada, esse conjunto desatou o NÓ casto que havia na defesa dos Negrinhos da Estação e fez a pelota morrer na rede.

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Mesmo que alguns já tivessem deixado as bancadas da cancha e outros vaiado, a esperança da capilezada fez com que o empate ocorresse. Logo depois do golo, o tio que apita, encerrou o jogo. Empate que acabou justo para os dois polos dessa relação POUCO harmônica. O Brasil seguiu nas cabeças da Chave A, o Aimoré é o lanterna do grupo, mas pela classificação geral, deixou a zona de rebaixamento.

Todo o pensamento, a fé, as mandingas, a ESPERANÇA e os desejos dos que creem no combalido, mas bagual Cacique da Taba estarão no gramado do Cristo Rei na próxima quarta-feira quando teremos o clube leopoldense recebendo o Esportivo, num jogo de UM MILHÃO de pontos e que vale a SOBREVIVÊNCIA para ambos. As prendas não pagarão para entrar. Será outra batalha insana, mas como sempre, tenho uma convicção FEBRIL, talvez embasada em algo como o XINTOÍSMO de que VAI DAR.

Ficha Técnica:

10ª Rodada do Campeonato Gaúcho de 2014.

Local: Estádio Monumental do Cristo Rei – São Leopoldo/RS.

Clube Esportivo Aimoré 1 x 1 Grêmio Esportivo Brasil

Arbitragem de Anderson Daronco, auxiliado por Edemar Palmeira e Julio Cesar Rodrigues.

C.E.AIMORÉ: Rafael; Danilo Baia, Eron, Bággio e João Paulo; Toto, Luanderson, Faísca (Ismael Gaúcho) e Diego Torres; Cleiton (Paulinho Macaíba) e Paulo César (Renato Medeiros). Técnico: Hélio Vieira.

G.E.BRASIL: Luiz Müller; Wender, Eraldo, Fernando Cardozo e Forster (Raulen); Nunes, Marcio Hahn, Cleiton e Tulio Souza (Ricardo Schneider); Alex Amado e Nena (Dinei). Técnico: Rogério Zimmermann

Cartões amarelos: Luanderson e Toto (Aimoré); Forster, Tulio Souza, Alex Amado e Marcio Hahn (Brasil).

Com um tacape na mão e com um rosário em outra,

Natan Dalprá Rodrigues

(Fotos de João Miguel da Costa e Tony Capelão)

 

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3 Respostas a Enquanto há vida, há (muita) esperança

  1. Aimoré não cai.

    Minha saudação INDÍGENA à tribo de São Leo.

  2. Franco Garibaldi diz:

    Não pode cair (ainda mais disputando diretamente com o Tivo, que não tem apoio algum na cidade).

  3. Primieri diz:

    PELAREI uma coruja e o Aimoré não cairá e eu preciso dessa camisa!

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