O mundo paralelo do São Luiz

túnel

A Colmeia do Trabalho viveu a última semana em alta voltagem. Um vídeo divulgado em rede nacional reportou uma CHURRASCADA dentro da Penitenciária Modulada de Ijuí, causando um misto de revolta e CHACOTA na comunidade e região. Esse cenário apontou para dois mundos paralelos: primeiro a alienação dos jogadores e comissão técnica com o ocorrido, já que o Rubro incursionava pelo Sul do Estado contra Brasil e São Paulo, respectivamente, com um saldo final de um ponto; o segundo é o momento DOMINGÃO vivido pelos detentos que cinegrafados por um deles, assavam quilos de pecuária, contavam anedotas e prestavam uma homenagem a Grand Pepe Mujica ao fumegarem um BAURO em uma clara celebração à vida(?)

De volta a peleia, o São Luiz entrou (mais uma vez) sabendo da necessidade do resultado. Do outro lado, um Caxias tão desesperado ou pouco menos que o Rubro, estreara um técnico novo, porém velho. Velho conhecido e carrasco da torcida bicolor, já que o mesmo Beto Campos veio até o 19 de Outubro e impôs uma amarga derrota ao time da casa por 0 x 1, quando era o MENTOR do São José. Atendendo a um chamado da comissão técnica, a torcida compareceu ao Estádio da Baixada e já sentia na pele (ou em pé) a desestrutura de seu time. Talvez em um TERCEIRO mundo paralelo, a direção disponibilizou apenas um guichê na venda de ingressos, formando uma fila que contornava La cancha do embate. Em meio aos murmúrios de cunho ofensivo direcionados a mãe do BADANHA, o pressentimento negativo queimava feito um rastro (ou uma fila mesmo) de pólvora.

beto campos

A bola fazia seus primeiros movimentos quando a situação da torcida foi resolvida e os últimos adeptos acomodavam-se nas dependências do Estádio. O técnico Mauro Ovelha, em mais uma oportunidade, inventou um esquema em que o ESGUIO lateral-esquerdo Adãozinho atuou como meia, deixando o volante-canhoto-Só-Bate-Quem-Erra Mateus, na lateral. A guarda da defesa ficou a cargo dos trintões Danilo Goiano e Fabinho, claramente órfãos do principal homem de contenção, ADEMIR SOPA. Ambos, aliás, tiveram atuações de total incapacidade na hora de acertar um passe. Na outra lateral o transpirado e pouco inspirado Júnior Barbosa fecha o lado direito de uma defesa composta pelo capitão Thiago Costa e Rodolfo que entrou na vaga do LIMADO Marcel. A esperança com prazo de validade ficou a cargo do canhoto Aloísio que faz parte da tese do Craque Neto de que jogadores (os seres humanos, na verdade) possuem apenas um pulmão. Na frente um ILHADO Felipe Alves fazia referência a um desmuniciado Washington.

Aos 5 e aos 20 minutos a torcida, direção, comissão técnica e até os FOTÓGRAFOS que ficam na volta do gramado clamaram por supostos penais. Em vão, claro. Primeiro porque time que está desesperado não é beneficiado com a marca da cal; segundo e talvez mais esclarecedor porque, de fato, não tenham sido pênaltis. Eram 35 minutos do primeiro tempo e o Saint Louis acumulava 10 chances de gol. Se não claras, foram oportunidades. Mas outro grande e mais forte indício de um time em má fase é que o ditado “quem não faz leva” costuma ser impiedoso: 39’ Felipe Alves perde a bola no campo de ataque, o lateral-direito Léo, que é Ijuiense, avança, avança, avança e bate de fora da área, a bola TRISCA na zaga e encobre o goleiro Alê. 0 a 1.

A partir daí um time que já entrara CAGADO em campo perdeu a linha, o fôlego, o tino e o jogo. Isso mesmo, assim, antes de ir para o intervalo. Na verdade no momento em que a diretoria forçou uma fila única na hora de pagar o exorbitante ingresso do TARSÃO 2014.

O segundo tempo, além de protocolar, serviu para uma torcida que estivera calada, manifestar-se apenas em situações pontuais. Ao mesmo tempo em que se retiravam do estádio, a galera do AMENDOIM não poderia perder a oportunidade. Eram 15 minutos do segundo tempo quando o técnico foi relegado de Ovelha a BURRO, ao tirar Adãozinho para a entrada do Jones Carioca. Eram jogados mais de meia-hora do tempo final e o São Luiz não tinha pernas nem organização para achar o empate. No modo BRASFOOT de treinar, Mauro Ovelha empilhou atacantes e não viu o time, sequer, chegar ao gol adversário. Nas arquibancadas, os torcedores, reflexo do time em campo, não tinham fôlego para vaiar um time conformado, se não no pensamento, pelas suas próprias pernas com a derrota.

banco sao luiz

O Caxias soma três pontos e respira mais tranquilo no certame. O São Luiz precisa de campanha épica nos próximos cinco jogos que incluem confrontos contra Grêmio e Novo Hamburgo em casa e Pelotas fora. O rebaixamento, antes crucificado por aqui, já é visto por parte de alguns torcedores e dirigentes. O time Rubro vai ter que contar consigo mesmo, visto que depois de mais uma atuação RODÍZIO DE CHUCHU, dificilmente contará com presença da massa. Outro agravante: o time que reveza de titular não conta com NENHUM jogador oriundo da base e todos sabem o quão isso é prejudicial na hora que a camisa deve ser honrada. Aquele pingo de vergonha-na-cara, juntamente com a necessidade de honrar OS BAGOS perante os seus não são vistos. Afinal quem melhor pra arrumar uma casa do que o próprio dono?! Somado a isso, o gol sofrido por um jogador natural de Ijuí, apenas corrobora com o fato do São Luiz não investir em seu “quintal”. Essa mesma Ijuí, que em outros tempos ostentava o melhor campeonato de várzea do país com Paulo Bonamigo e Dunga pelos campos esburacados, hoje em dia não abre espaço para uma descoberta, ao menos, parecida em termos de nomes.

jrbabosa

O São Luiz, como instituição ainda perdeu uma grande oportunidade de explorar o momento de atual campeão do interior estado. Essa hora? Essa hora já é tarde. O representante do Noroeste do estado e atual detentor do título é apenas visto como um saco de pancadas no atual campeonato e candidato convicto para a disputa da Divisão de Acesso em 2015. Talvez, ainda, visto com o mesmo respeito imposto por um churrasco dentro de uma penitenciária.

Ficha Técnica:

E.C. São Luiz: Alê; Júnior Barbosa, Thiago Costa, Rodolfo e Mateus; Fabinho, Danilo Goiano, Aloísio e Adãozinho (Jones Carioca); Washington (Marcus Vinicius) e Felipe Alves (Adilson Bahia). Técnico: Mauro Ovelha.

SER Caxias: Douglas; Léo (Max), Thiago, Léo Korte e Dieyson; Baiano, Alisson, Wallacer e Rafael Carioca (Marcelo Carvalho); Julio Madureira (Mailson) e Lucão. Técnico Beto Campos.

Arbitragem: Fabrício Neves Correa, auxiliado por Carlos Selbach e Max Guimarães Vioni.

 Eu não sou de exibir, eu sou de Uruguaiana,

Diogo de Souza

(As fotos são do Alex Frantz, da Rádio Progresso de Ijuí)

Publicado em Caxias, Gauchão 2014, São Luiz com as tags , , , , , , , , , , , , . ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *