Todas as sensações do universo saltam dos corações emoldurados por uma farda roxa

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As explicações da FÍSICA QUÂNTICA ou das demais ciências que visam elucidar como que as coisas fluem nesse planeta azul ainda não conseguiram trazer, à luz da racionalidade, uma explicação para essa campanha de retorno do Índio Capilé à elite gaúcha, muitos dizem ser a magia do fardamento ROXO. Todas as sensações positivas que afloram na alma de um torcedor de um clube interiorano ocorreram no jogo da última quarta-feira.

Esse bravo e jovem senhor do futebol gaúcho, o Aimoré, anda provocando, em seu adepto, angústia, paixão, emoção e mais uns 1500 prazeres que não serão necessários citar aqui. Desde meados dessa edição do COSTELÃO, é frequente vermos o escrete leopoldense abrir o placar logo cedo, passar o resto do jogo no conflito para não levar e acabar sofrendo o gol de empate. Isso quando não há alguma IMUNDICE que faz com que soframos uma daquelas impiedosas viradas que tanto nos maltratam a alma.

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MAS quis o destino que, no final, no último minuto, naquele segundo derradeiro da partida, o pé de Diego Torres acertasse a PERONHA no fundo da meta do pessoal do Vale do Taquari. Não há como começar esse relato sem exaltar este que foi, não somente, o gol da vitória, mas o GOLO da primeira vitória fora de casa, o tento que, basicamente, decretou a permanência na elite gaúcha, tudo isso, PADRE REUS quis que fosse ali próximo a uma ALDEIA INDÍGENA, nos fins da cidade das melhores BALAS DE MENTA, tinha que ser ontem e por, quem sabe, uma questão de ACERTO DE CONTAS com a justiça, precisava ser ali.

Em resumo, foi assim que em um confronto entre CLUBES ESPORTIVOS, o alviazul do Vale dos Sinos levou a melhor sobre a agremiação da cidade do X-PICANHA, esse foi o causo que os 70 torcedores aimoresistas que se deslocaram até a Arena Alviazul poderão contar a seus familiares.

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Nos primeiros instantes da peleja, o Aimoré mostrou superioridade perante o time do ex-goleador, e ídolo, Japa. Quem destacou bem essa vantagem foi Cleiton Gladiador, que depois de um cruzamento seguido de bobeada da zaga, meteu sua tradicional BUCHA, um CANHÃO que tirou de Eduardo Martini todas as possibilidades de defesas. O placar apontava 1 a 0 pró-São Léo! Com pouco mais de 5 minutos de bola rolando.

Depois do golo, os capilés não deixaram de ir pra cima. Diego Torres e Renato Medeiros tiveram ótimas oportunidades, porém foram desperdiçadas, a zaga do pessoal que come uma POLENTINHA no Tombado estava mal, mas em compensação o arqueiro Eduardo Martini salvava sua VAZABILIDADE.

O ritmo imposto pelo time tribal diminuiu e ass jogadas do time de Lajeado foram se armando. Aos 38′, a CHINELONA foi lançada lá de TABAÍ e chegou para Cléverson dar um tranco no ainda ASPIRANTE João Paulo, dominar e encobrir o goleiro Rafael. Após o empate, uma dose de insegurança veio À BANGU, por pouco a equipe comandada por MANINHO Daitx não virou a peleia. O primeiro tempo foi encerrado, descanso a vista, o placar de 1 a 1 era comemorado pelos torcedores do time de São Leopoldo, assustados com a postura da equipe nos últimos minutos.

Durante o intervalo enquanto o trio de arbitragem não foi para o vestiário (?) ocorreu um momento de reecontro. Tatiana de Freitas era a bandeirinha do lado oposto ao pavilhão alvi azul. Apenas “Tati” para os capilés que lembraram dos tempos em que a prenda viajava interior afora levantando bandeiras na Segundona Gaúcha. Ainda deu tempo para beliscar um salgadinho daqueles que grudam RESINAS nos dentes.

Para reforçar a marcação, tio Hélio Vieira mexeu bem e sacou o nervoso João Paulo para o ingresso de Juca, lateral esquerdo nato. Mesmo com a troca, num primeiro momento, o Índio não foi aquele CHUCRUTE todo, um time aparentemente cansado, buscando segurar o placar, não lembrando em nada aquela raça dos minutos iniciais.

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A pressão do Lajeadense foi inevitável, uma série de chutes perigosos, com direito a bola no travessão de Japa, por alguma razão CÓSMICA (sim, não ousem dizer que não), não deu em nada. Além de mais uma atuação destacada do melhor guardametas rockstar que se tem notícias, não me venham com aquele SENIL do São Paulo, o futuro Dr. Dal Ri é simplesmente inigualável.

Chegamos no instante em que uma arma tipicamente maloqueira y sombria teria de resolver a bronca, então estava na hora de LS9 na cancha. Como sempre o centroavante entrou muito ovacionado pelos FÃS presentes e trouxe alento ao, naquela altura, esquálido poderio ofensivo dos egressos do Rio dos Sinos.

Um escanteio foi marcado, desvio da zaga e novo TIRO ESQUINADO. Após a segunda cobrança, um chute dos ROXOS, maior fardamento, que resultaria novamente em tiro de canto. Nesse momento, olhei para o céu e vi uma única solitária estrela brilhando sob o Estádio Alviazul. Não tenho duvidas que ele, Johann Baptist Reus observava o esquadrão que carrega no peito a terra onde fica postado seu SANTUÁRIO e optou em dar uma BENÇÃO. Depois do terceiro escanteio seguido, DT10 meteu lá no fundo da meta, após essa MALVADA ainda encostar no pé da trave. Foi o GOAL da vitória, o golo que pode ter garantido o Aimoré no COSTELÃO 2015.

Há quem pense até em classificação, quem sabe não cometamos um crime no domingo diante das lentes da poderosa emissora. Não duvidamos. Até porque se não houver AGORA um grande apoio da comunidade, não será nunca mais. Um time com apenas MEIA COTA que se reinventou durante a competição, a direção que fechou o bico e trabalhou, a torcida de fé, todos merecemos.

Precisamos encarar o adversário que traja vermelho como se fosse o embate para nos mantermos na elite, e não o jogo da possível classificação. Desse jeito, o time do MAGO Hélio pode surpreender e calar quase todos que haviam nos chamado de TIME DE BÊBADOS após o revés na Arena. A lógica diz que não, mas alguém em São Leopoldo realmente compreende o significado dessa palavra?

FICHA TÉCNICA:

Jogo: Clube Esportivo Lajeadense 1 x 2 Clube Esportivo Aimoré.

Local: Estádio Alviazul – Lajeado/RS.

Gols: Cleiton e Diego Torres (A); Cleverson (L).

Arbitragem: Luis Teixeira Rocha, auxiliado por Carlos Selbach e Tatiana de Freitas.

C.E. LAJEADENSE: Eduardo Martini; Márcio Gabriel, Oliveira, Everton e Márcio Goiano; Marabá, Mateus, Renan e Gustavo; Cleverson e Japa. Técnico: Fabiano Daitx. Entraram: Mikael, Rudiero e João Felipe.

C.E. AIMORÉ: Rafael; Danilo Baia, Brock, Baggio e João Paulo; Luanderson, Toto, Faísca e Renato Medeiros; Diego Torres e Cleiton. Técnico: Hélio Vieira. Entraram: Juca, Lucas Silva e Eron.

Com consultas agendadas no cardiologista, trajando roxo e com lágrimas nos olhos,

Eduardo Ostermayer e Natan Dalprá Rodrigues.

(As fotos são do jornal O Informativo do Vale e do Torcedor Índio Capilé)

Publicado em Aimoré, Gauchão 2014, Lajeadense com as tags , , , , , , , . ligação permanente.

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