No creo en brujas, pero que las hay, las hay

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Um típico domingo de março em Santa Maria, com céu aberto e sol intenso, foi palco de uma partida que prometia emoção. FACEIRO pela vitória diante do Canoas, o Riograndense assim como o seu adversário, União Fredenriquense, precisava vencer e depender de resultados paralelos para entrar no grupo que garante vaga na próxima fase. O jogo pouco empolgou, o Riograndense, com dois gols do meia Gabriel, venceu, mas continua fora do G-4 da chave B.

Para entrar na famosa zona de classificação, o Periquito santa-mariense precisava que o Brasil de Farroupilha parasse diante do Canoas. A ex-ULBRA é o atual saco de pancadas da Divisão de Acesso sem possuir um único ponto na tabela e o Brasil-FAR não perdoou, impedindo o ingresso temporário do Riograndense no G-4. Mesmo sabendo se tratar de uma combinação difícil, o esmeraldino, logo no início do jogo, buscou o resultado, mas encontrou uma equipe muito bem montada defensivamente pelo agora ex-técnico, Nestor Simionato.

O juiz Francisco Dias, que juntamente com seus auxiliares estava usando rádio para comunicação entre a comissão de arbitragem, teve o controle do enrosco de início. No seguir da partida, erros infantis mudaram o rumo do placar. Além de perder o comando em lances capitais, dois pênaltis, um para cada lado, não foram assinalados. Nos primeiros dez minutos, pouca efetivida ofensiva e muito toque de bola sem objetividade pelo meio campo. A primeira chance de gol brilhou aos 12 minutos, quando o zagueiro do Riograndense, David, cabeceou pelo lado do gol de Gallas.

Ao menos na primeira etapa, o União Frederiquense mostrou-se claramente disposto jogar no contra-ataque, o que levou perigo ao gol de Júlio César. Pouco acionado devido ao fervoroso comprometimento de marcação dos zagueiros do Leão da Colina, o centroavante Jajá tornava incisiva qualquer jogava que contava com a sua participação. O atacante esmeraldino fez pivô para um chute de Gabriel que parou nas mãos de Gallas, um dos melhores em campos na primeira etapa, que acabou com o placar inalterado.

O artilheiro Jajá, que sofre de lesão na coxa, precisou ser substituido logo no começo do segundo tempo e, com isso, veio a destabilização do time do Riograndense. Sem a referência de ataque que segurava os dois zagueiros adversários, o Periquito viu o União Frederiquense se agigantar para cima do seu campo de defesa. Nos três primeiros minutos, o time de Frederico Westphalen teve três chances para abrir o marcador, mas não o fez. Foi num momento de adversidade que o Riograndense cresceu.

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Aos 28 minutos, o dedicado volante Geison passou para Gabriel, da entrada da área, tornar indefensável um chute que entrou milimetricamente no canto da goleira. Com um tento garantido, o Riograndense esperou o União Frederiquense sair para jogar no contra-golpe. O sol forte amorcegou a partida, os jogadores se mostravam cansados e as necessárias paradas técnicas tiravam ainda mais o ritmo do jogo. Faltando 5 minutos, o União liberou todo o gás, pressionou, mas em vão. Para concretizar a vitória, aos 46 minutos, de novo ele, Gabriel, o camisa 10, tirou a bola do alcance de Gallas e fez o segundo golo do Gandense.

O Riograndense, apesar da vitória, segue na quinta colocação do grupo B e enfrenta, na próxima quinta-feira, o Tupi em Crissiumal. O União Frederiquense marcou apenas um ponto dos 15 disputados, mas ainda briga para entrar no G-4 da chave A e vai em busca disso diante do Glória, quarta-feira que vem.

Correndo por fora,

Bernardo Zamperetti.

Publicado em Divisão de Acesso 2014, Riograndense-SM, União Frederiquense com as tags , , , , , . ligação permanente.

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