Classificado, porém ainda uma incógnita

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Indubitavelmente, o Juventude que pisou na tarde de ontem no gramado do João Corrêa da Silveira, o MÍSTICO Cristo Rei, é – sim – outro time em relação àquela desmotivante equipe do início da temporada comandada por Geraldo Delamore. Não que o Papo, hoje, esteja esbanjando bom futebol e uma significante aparência de determinação. Porém, Roger Machado, ao menos, parece que conseguiu dar algum ânimo, compromisso e estrutura a um grupo que até então nem sequer havia triunfado em seu reduto em 2014.

Com um TREMENDO azar de encarar logo de cara uma tabela pra lá de desafiadora e, somado à isso, um CAMINHÃO de desfalques, Roger Machado apostou e se deu bem num dos maiores patrimônios do clube atualmente: as categorias de base. Na tarde deste último domingo, no confronto decisivo diante dos capilés aimoresistas, quatro egressos dos juniores esmeraldinos estavam na batalha: o lateral-direito Juliano, o volante Vacaria, o meia e portador da camisa 10 Yann e o atacante Ermel.

Esses garotos, assim como a barca de Bressan, Alex Telles, Ramiro e companhia(2012/2013), mostram maturidade, sabedoria e, principalmente, capacidade de estarem assumindo esta responsabilidade. Se Roger se deparou com uma ENCRENCAÇA, aquelas de costumeiramente parecer ficar sem saída, ao perder de um a dois jogadores a cada partida, o comandante arriscou sem hesitação, sempre primeiro enaltecendo os que estavam entrando do que lamentando as diversas e importantes perdas.

Desde que o ex-beque/lateral de Fluminense e Grêmio ingressou na casamata alviverde, ele somente pôde contar com o até então INSUBSTITUÍVEL e cérebro da equipe, Diogo EL MAESTRO Oliveira, por cerca de 30 minutos na partida de sua estreia diante do São José. Até aquela altura, existia uma espécie de DIOGODEPENDÊNCIA no time do Juventude. E, de fato, o camisa 10 fez uma tremenda falta nas pedreiras que o Papo teve pela frente, primeiro em Caxias, no clássico Ca-Ju, depois diante de VEC e Brasil, nos seus respectivos estádios.

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Apesar do futebol apresentado nessas partidas não ter sido dos melhores, um jogador se destacava e ganhava cada vez mais atenção por, finalmente, poder assumir um papel semelhante a de Diogo Oliveira. O pequenino, jovem e habilidoso Yann – de apenas dezenove anos (completados ainda no último sábado) – mostrou personalidade para assumir e atuar como um camisa 10. O Ju fez sua lição dentro de casa, bateu Esportivo e Lajeadense e, pra surpresa dos mais otimistas papos, chegou à última rodada da fase inicial do COSTELÃO dependendo somente de suas forças para classificar. E classificou.

Esse Juventude que ontem, com uma testada de Douglas, ficou na igualdade em 1 x 1 com o interessante time do Aimoré, ainda apresenta inúmeras falhas (como a vista no gol levado, quando a zaga tentou ficar em linha e deixou livre o atacante oponente), algum desentrosamento e, até mesmo, certo desinteresse em alguns momentos. A equipe ainda é, sim, uma incógnita.

No entanto, o Papo mostrou uma considerável evolução que permitiu a sua então desacreditada classificação. A pegada, a vontade, o compromisso, estão diferentes. Roger ainda não teve muito tempo de trabalho, mas já conseguiu dar, senão uma estrutura, uma coerência a essa equipe. Mais bem postado dentro das quatro linhas, sem improvisos e buscando se entenderem, o Ju vem conseguindo trabalhar mais a bola, criar jogadas tantos pelos flancos – principalmente com Douglas – quanto pelo meio, no bom trabalho do garoto Yann.

Como amo ser demente por esta coisa chamada futebol, uso minha teimosia e não entrego de bandeja esta classificação às semi-finais para os tricolores de Porto Alegre. Porém, também não sou burro a ponto de desconsiderar que será quase um milagre a classificação esmeraldina em plena Arena do Humaitá. Como disse e reitero, este Juventude é uma incógnita. Desde o início do ano e mesmo com Roger Machado agora no comando, nunca fiz ideia de onde esse time poderia chegar.

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A classificação, apesar de ser obrigação, veio como status de desempenho satisfatório para a campanha que o Papo vinha fazendo. O que vier a partir de agora, não há como não ser, é lucro. Para o principal objetivo de 2014, um sonhado acesso à Série B, o Ju ao menos deverá chegar com alguma confiança de sua torcida, uma esperança que, com uns ajustes aqui outros ali e, primeiramente, com a chegada de reforços interessantes, possa quem sabe dar a famosa liga.

Longe do ideal, mas passando alguma confiança de que está à sua procura: é assim que enxergo este atual Esporte Clube Juventude.

Pedro Torres

Ficha técnica:

Aimoré (1):

Rafael dal Ri; Danilo Baia, Baggio, Marcelo Ramos e Juca; Luanderson, Faísca, Basílio e Toto; Paulo César (João Paulo) e Ismael Gaúcho (Moacir). Técnico: Hélio Vieira.

Juventude (1):

Fernando; Juliano, Rafael Pereira, Diogo e Julinho; Vacaria, Mika (Ermel), Jardel e Yann; Douglas (Rogerinho) e Zulu. Técnico: Roger Machado.

Arbitragem:

Márcio Chagas da Silva, auxiliado por João Lúcio Monteiro Junior e Vilmar Burini.

(as fotos são do Jornal Pioneiro e sítio do clube)

Publicado em Aimoré, Gauchão 2014, Juventude com as tags , , , , , , , . ligação permanente.

3 Respostas a Classificado, porém ainda uma incógnita

  1. Franco Garibaldi diz:

    Apenas que Rogerinho, trocado por merda, é caro. Leão de treino e um bosta em jogo valendo. Aquele gol perdido cara a cara com o Rafael ontem é pra rescisão de contrato.

  2. Natan Dalprá Rodrigues diz:

    Baita texto, Pedrinho. (Isso é uma redundância).

    Mas sobre o Aimoré, foi surpreendente a vontade que os jogadores tiveram ontem. Jogamos com quatro volantes no meio e com o ataque reserva do reserva. Pois, três atletas já tinham vazado.

    Toda a sorte do mundo ao Ju contra os colegas da firma de investimento (ns).

  3. ah, pois é: ainda no aguardo desse “investimento”…

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