Termina uma estrofe, mas a canção seguirá

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Assim como foi no GRILLÃO do ano passado, Marcio Chagas da Silva deu o apito final para o Aimoré no futebol do 1º semestre da Querência. Um clima de fim de festa, de alívio, de missão cumprida com um GOSTINHO de quero mais ficou no ar, mas com um saldo para lá de positivo

Demonstrando uma raça peleadora e surpreendente o Índio fez uma brava batalha frente aos Esmeraldinos. Contando com nada menos que três desfalques como seu maior articulador, seu goleador e seu principal atacante, o pessoal do Barranco buscava os 3 improváveis golos de diferença que deixariam o clube indígena entre os oito melhores do estado.

Os ânimos já não eram os melhores, pois o homem que trajava laranja não apitava um jogo do quadro leopoldense desde o último escandaloso episodio envolvendo a dupla do Vale dos Sinos. Os protestos anti-racismo foram misturados com a singela homenagem dos aimoresistas que receberam Chagas, com muita justiça e AMARGOR, aos gritos de “LADRÃO, LADRÃO!”.

Com a redonda rolando, os times se estudavam muito até a pausa para molhar a garganta. O time serrano pressionava bem, mas nada que o arqueiro que curte um Guns N’ Roses não estivesse bem postado para defender. Minutinhos depois do BREAK, Paulo César, sim acredite, recebeu excelente passe e, deslocando o bom goleiro Fernando, balançou as redes dando números ao placar da peleja. Naquele instante, só faltavam dois gols, pois os resultados concomitantes ajudavam.

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Os QUATRO volantes roxos, era o que se tinha para o momento, acreditavam que dava e o pavilhão do Cristo Rei tremeu com o chute desperdiçado por Luanderson, balançando as redes pelo lado que não nos interessa. Os mais esperançosos torcedores se decepcionaram, quando, aos 38′, Douglas aproveitou COCHILO da defesa alviazul e igualou a TÁBUA numérica. Com direito a outra bobeada da zaga de São Leopoldo, o Papo quase ampliou ainda na primeira etapa com Julinho.

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Com ainda alguma perspectiva de conseguir alguns tentos, Hélio Vieira sacaria o GIGANTE DE ÉBANO Ismael para o ingresso do garoto Moacir. Um piá ao meu lado gritava com todo sotaque “Vai lá MAACIRRRR, faz uns 3 gol”, porém o incentivo do pequeno torcedor não conseguiu ajudar o craque egresso da periferia capilé a fazer um hat trick. O time de CACIAS também não aproveitou bem o segundo tempo. Uma sequencia de, aproximadamente, 270 escanteios deixou claro que a bola não entraria na goleira defendida por Rafael, que ainda fez uma de suas belas defesas em arremate de Rogerinho.

Assim exposto, foi esse o capítulo derradeiro do COSTELÃO 2014 para o Clube Esportivo Aimoré. O time com menos recursos para fazer e viver futebol se manteve na elite para o próximo ano. As palavras faltam na hora de agradecer a cada um que apoiou esta entidade que é o Índio Capilé, cabe o reconhecimento destes cancheiros a Felipe Becker, que honrou o prometido e manteve o clube dentre o PANTEÃO da bola pampeana.

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Não desmerecendo, é claro, o magnífico trabalho de recuperação executado pelo professor Hélio, que assumiu uma equipe desacreditada e conseguiu fazer o TRENSURB andar, perdendo apenas para os vermelhos da capital, conseguiu um aproveitamento fantástico, mantendo essa agremiação onde ela merece estar.

Agora resta respirar tranquilamente e definir o futuro. Vêm eleições, projetos para se aproveitar melhor nossa CANCHA, modernizar o clube, ver essa gurizada do sub-20 que está ALVOROÇADA pelo início do TARSÃO da categoria e, quem sabe, disputar a Copinha. Afinal, nós capilés, precisamos de mais momentos inesquecíveis, se bem que, torcer pelo velho Cacique da Taba já é por si só um extremo deleite.

FICHA TÉCNICA:

Jogo: Clube Esportivo Aimoré 1 x 1 Esporte Clube Juventude.

Local: Estádio Monumental do Cristo Rei – São Leopoldo/RS.

Gols: Paulo César (A); Douglas (J).

Arbitragem: Marcio Chagas da Silva, auxiliado por João Lúcio Monteiro Junior e Vilmar Burini.

C.E. AIMORÉ: Rafael; Danilo Baia, Baggio, Marcelo Ramos e Juca; Basílio, Luanderson, Toto e Faísca; Paulo César e Ismael Gaúcho. Técnico: Hélio Vieira. Entraram: Moacir e João Paulo.

E.C. JUVENTUDE: Fernando; Juliano, Rafael Pereira, Diogo e Julinho; Vacaria, Jardel, Mika e Yann; Douglas e Zulu. Técnico: Roger Machado. Entraram: Ermel e Rogerinho.

Preparando os joelhos para subir a escadaria do Santuário de Pe. Reus,

Eduardo Ostermayer e Natan Dalprá Rodrigues.

(As fotos são de João Miguel da Costa).

Publicado em Aimoré, Gauchão 2014, Juventude com as tags , , , , , , . ligação permanente.

Um comentário em Termina uma estrofe, mas a canção seguirá

  1. De todos, o que mais teve que se puxar pra seguir na primeira divisão em função da meia-quota. Baita, Índio!

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