BARRIL COMPRESSOR: do inferno ao céu em 74 dias

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hace un tiempo que o UNIÓN não colocava as fuças por aqui. Se engana quem pensa que a lida estava SERENA pelos pagos da COLINA. Pelo contrário, volvemos depois de um semestre claustrofóbico em WEST FRED. Explico a ustedes GURIZADA.

Começamos a temporada sob o comando de Nestor Simionato. Passadas seis rodadas do primeiro turno da Divisão de Acesso, e um solito ponto somado, Nestor pegou o PLANALTO das 18H e deixou Frederico Westphalen. Rodrigo Bandeira, técnico que mais comandou o União Frederiquense nas anteriores três temporadas, foi contratado como potencial salvador da pátria. BANDEIRA apenas assistiu ao jogo contra o Brasil-Fa, nas Castanheiras, onde o União perdeu por 2 a 0 e deixou o campo aos gritos da torcida adversária de “ão, ão, ão Terceira Divisão”. Veja bem, Estádio das Castenheiras, em Farroupilha, guardem bem essa localização geográfica no nosso RS, voltaremos mais tarde à cancha do Dragão.

Bandeira, Pedro Francke e Gilmar Silva formaram a nova comissão de LOUCOS que assumiam um time com 1 ponto, após sete jogos e faltando uma partida para terminar o primeiro turno. Na volta de Bandeira ao Vermelhão, mil e tantos torcedores foram ao estádio ver o primeiro tento frederiquense. O 2 a 0 contra o Marau (Sem SOTILLI), dava início a uma recuperação, que ninguém tinha ideia de onde poderia chegar.

A única derrota da fase classificatória do segundo turno foi justamente na estreia dele, onde com GARFO e FACA, o apitador Cristiano dos Santos, fez GUISADO do futebol frederiquense com uma atuação TENSA. Depois, com a CORDA NO PESCOÇO, começou uma série heroica de resultados. Avenida, Panambi, Tupy, Riopardense e Canoas foram derrotados, seja com boas atuações e gols do Paulinho MATADORcaíba, ou com a cabeçada do TIGRE MISSIONEIRO Jésum, no último minuto.

A classificação em primeiro do grupo para a fase de mata-mata ascendeu uma chama que estava apagada em Frederico Westphalen. Os LOUCOS DA COLINA deram lugar a GERAL UNIÃO, que comandou os espetáculos em casa e fora, nas arquibancadas. Com eles, passamos pelo Ypiranga, após dois empates em 1 a 1 e míseras 20 cobranças de pênaltis. Atormentamos a vida do Cerâmica na semi e caímos diante do Avenida na final, frente a um Vermelhão ENTUPIDO DE GENTE, assim como virou rotina durante o campeonato, mesmo com o time à beira dos CANYONS de Cambará do Sul.

A última peleia e a glória nas Catanheiras

União e Brasil-Fa acesso FP (192)

O destino quis que depois de todas essas emoções vividas – as partidas com a corda no pescoço e o pé na TERCEIRONA – vivêssemos a briga pela terceira e última chance de chegar ao triunfo do ACESSO contra o Brasil-Fa. Em casa, na última partida diante do torcedor no HISTÓRICO ANO DE 2014, a derrota de virada por 2 a 1.

O jogo da volta se transformou na “Batalha das Castanheiras”. A torcida frederiquense entrou no estádio na quarta-feira, 4, faltando 48 segundos para início da PELEIA. Os primeiros gritos, após mais de MEIA DUZIA de horas de estrada foram de: “EU ACREDITO! EU ACREDITO!”.

A LLUVIA, que acompanhou o UNIÓN durante todo o semestre, apareceu para dar o ar da graça, em meio ao clima de PRÉ-FESTA em FARROUPILHA. Quem apareceu também foi o Leandro Rodrigues, que resolveu marcar seu primeiro GOLO com a camisa do tricolor do MAU, justo numa hora, digamos, abençoada. A REVIRADA no placar saiu aos 39 da primeira etapa com MATADORcaíba, após jogada do irmão do A$$IS de Gramado, Ronaldinho Gramadense. Para quem iria comemorar o ACESSO com POLENTA e BUCHO, a torcida do Brasil-Fa, começou a pensar como gastaria o estoque de FOGUETES comprados com antecedência. A certeza de ter que deixá-los para comemorar os gols da BÓSNIA na COPA, veio aos 9 da etapa complementar, quando Feijão, entregou o PRATO FEITO do gol para o AMIGO DA BOLA Diego Miranda, que azedou de vez o VINHO dos GRINGOS, decretando o 3 a 0, e o BANHO DE BOLA em Farroupilha. “Porque que com o União tem que ser sempre assim? Ou eu largo o time, ou tenho um ataque do coração”, já me dizia um dirigente do clube. Ele não largou o time, pelo contrário, foi um dos primeiros a entrar no gramado na serra com a faixa: BARRIL COMPRESSOR!

A festa que começou com as lágrimas dos GUERREIROS e dirigentes a 400 quilômetros do Médio Alto Uruguai, se prolongou madrugada a dentro também em Frederico Westphalen. As ruas foram invadidas e dominadas pelo VERDE, VERMELHO E BRANCO. Na chegada dos jogadores, já na hora CEVAR o mate da quinta-feira, mais TRAGO y ALENTO. O dia 4 e 5 de junho estão gravados na memória, e WEST FRED, devidamente CRAVADA no mapa do RIO GRANDE. Hora da DUPLA botar no planejamento de 2015 as passagens de POA-FW de OURO e PRATA. O guri nascido em 2010, o sonho, a loucura do FREDERIQUENSE, está na ELITE, gostem ou não!

Direto de Fred West,

Fábio Pelinson

As fotos são do autor.

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2 Respostas a BARRIL COMPRESSOR: do inferno ao céu em 74 dias

  1. Diogo diz:

    Parabéns, grande texto…. Resume bem o ano de 2014 na vida do UNIÂO…
    Abraço.

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