Vítimas da polarização e do esquecimento – parte IV

Estrela FC 1979 0001

Time do Estrela – 1979

Seguindo com o compêndio de um saudoso e cada vez mais distante passado do futebol gaúcho, vamos relembrar mais sete saudosas agremiações. Como sempre, percorrendo o Rio Grande, do Vale do Taquari até a Fronteira, bebendo um mate na Região Norte. Te aprochega porque a quarta parte da relação dos clubes adormecidos começa já!

FC Esperança

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O alviverde hamburguense nasceu em 1914, localizava-se no bairro de Hamburgo Velho, ficando assim identificado como o clube daquele local da cidade. As atividades sociais como o CORAL, por exemplo, eram muito fortes. Paralelo a isso, a partir de 1921, o Esperança passou a disputar competições futebolísticas.

A partir do fim da década de 20, começaram os clássicos ACIRRADOS com o Floriano – hoje, Novo Hamburgo – este DÉRBI ficou conhecido, de forma imortal, como FLORESP. O trânsito ESPERANÇOSO no futebol gaúcho seguiu nas décadas de 30, 40 e 50. Na década de 60, com o crescimento latente da POLARIZAÇÃO, a equipe abandonou o futebol profissional.

Em 1974, o estádio 10 de Maio foi vendido e uma nova área, esta situada no bairro Rondônia, foi adquirida. Ali reside a atual Sociedade Esportiva Esperança que segue com futebol infantil e com atividades sociais.

Cidade: Novo Hamburgo.

Estádio: 10 de Maio, 2 mil almas.

Melhor campanha histórica: 3º lugar no COSTELÃO 1945.

Última aparição profissional: 23º lugar na SEGUNDONA 1967.

Estrela FC 

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O SPARRING da Copa Serrana do ano passado já fez história no pago, por cinco vezes disputou a elite do Costelão, classificando-se ao octogonal final em 1976 e sendo assíduo na Segundona até os anos 80. Licenciou-se em 1988 e tentou regressar após o final da Terceirona, em 2005, sem êxitos.

Optou pelo licenciamento novamente em 2008, por falta de investimentos e precariedade estrutural de sua cancha. Em 2013 ousou um retorno nas Copas do segundo semestre, sem a possibilidade de jogar em casa e com um time de aluguel, perdeu todos os jogos que disputou, incluindo dois Clássicos das Barrancas – com o Lajeadense – e um vexatório 11 x 0 ante os gurizotes do Internacional.  Hoje o clube está completamente inativo, para tristeza regional.

Cidade: Estrela

Estádio: Aloysio Schwertner, 3 mil almas

Melhor campanha histórica: 8º no Costelão 1976.

Última aparição profissional: Copa Serrana (6º lugar) e Copa RS (22º lugar) 2013.

EC Ferro Carril

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Fundado em 1916, o quase centenário Ferro Carril está há décadas sem alinhar profissionalmente. Nos ÁUREOS tempos do futebol uruguaianense, o clube revelou o médio Chico, vice-campeão do Mundo em 1950.

Sete vezes campeão citadino na era do BRIZOLÃO regionalizado, o clube fez história no mesmo ano do Papão de 54, sendo terceiro colocado naquele ano. Em 1976 a equipe entrou na história negativamente, ao levar 14 x 0 do Internacional em Porto Alegre, que até hoje é a maior goleada do estadual moderno.

Em 2004 fundiu-se com o Sá Viana, dando luz ao 20 de Setembro, que durou apenas duas temporadas. Após esta indiada mal-fadada, o clube focou em seu patrimônio e suas categorias de base, mantendo todas abaixo do sub-17 ativas e disputando torneios da FGF.

Cidade: Uruguaiana

Estádio: Eucaliptos, 1,5 mil almas

Melhor campanha histórica: 3º no Costelão 1954.

Última aparição profissional: Costelão de 1976 (20º lugar)

CEF Flamengo

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Organizador do EFIPAN – maior torneio de futebol infantil do planeta – o Flamenguinho, como é conhecido, sempre foi tradicional nas competições de base do estado. Em 1979, fundiu-se com o Guarani local para dar luz à Associação Alegrete, que não obteve resultados expressivos, embora tenha realizado um audacioso projeto de estádio, acabou por se extinguir em 1985.

No ano de 2008, entretanto, o Rubro-Negro optou por recolocar Alegrete no cenário profissional. Infelizmente a alegria alegretense acabou no ano seguinte, devido à falta de êxitos e apoio.

Como nem tudo é desgraça, a base do Flamengo segue ativa, revelando gurizada e organizando o EFIPAN, que é realizado anualmente há 35 anos. A possibilidade de nova representação do maior município do Rio Grande no profissionalismo é a Associação Alegrete de Desportos!

Cidade: Alegrete

Estádio: Farroupilha, 1,5 mil almas

Melhor campanha histórica: 16º na Divisão de Acesso 2009.

Última aparição profissional: Divisão de Acesso 2009 (16º lugar)

SE Flamengo

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O Rubro-Negro JOHNDEEREANO foi fundado em 1957 inicialmente começou no amadorismo, aventurando-se no saudoso e recheado estadual da categoria. O profissionalismo chegou à Horizontina apenas em 1988, e durou pouco, já que seis anos depois o sonho acabou, com o licenciamento do Rubro-Negro.

Em 2005, uma primavera após o término da Terceirona, o Flamengo arriscou uma INDIADA na Segundona, mas ficou em penúltimo e voltou ao amadorismo regional, onde ao menos continua sem fechar completamente.

Cidade: Horizontina

Estádio: Irineu Colatto, 1,5 mil almas.

Melhor campanha histórica: 18º na Divisão de Acesso (1990)

Última aparição profissional: Divisão de Acesso 2005 (29º lugar)

Fluminense FC

Fluminense de Santana do Livramento

Vocês provavelmente lembram de outros representantes santanenses – 14, Armour e Santanense – mas e do Tricolor da Fronteira da Paz? Pois é, saibam que o Citadino de Livramento era um dos mais disputados do estado nos anos que antecederam a unificação do Costelão!

Fundado em 1936, a Onça Fronteiriça venceu por 4 vezes o municipal, disputando a final estadual em 1947. No ano de 1972, o time da Toca da Onça – MAIOR NOME – copou seu grupo na Segundona, o que lhe deu direito de disputar a elite no ano seguinte e embora não tenha sido relegado, licenciou-se. Hoje o clube limita-se às disputas amadoras em Livramento e Rivera.

Cidade: Santana do Livramento

Estádio: Toca da Onça, 3 mil almas.

Melhor campanha histórica: 4º no Costelão (1947)

Última aparição profissional: Costelão de 1976 (16º lugar)

EC Fortes e Livres

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Fundado em 1916 INPIRADO na frase de Giuseppe Garibaldi “necessito de homens que sejam FORTES e LIVRES”, o Tricolor da pequena Muçum – cerca de 4 mil habitantes – filiou-se na FGF nos anos 40 e passou a disputar os amadores.

Após exitosas décadas no municipal de Guaporé – cidade-mãe de Muçum até a emancipação em 1959 – o clube ingressou na Segundona em 1967. Mesmo vencendo sua chave em 1970 e 1974, com grandes jornadas no período, houve o licenciamento da esquadra devido às parcas condições de sua cancha.

Embora não dispute certames estaduais, o Fortes e Livres ainda sobrevive no amadorismo e na BOCHA, mantém sua sede e preserva suas raízes e história, tendo um SITE que conta tudo isso. Ainda há um projeto ousado de retorno em curso para o ano do centenário do clube.

Cidade: Muçum

Estádio: Municipal de Muçum, 500 almas.

Melhor campanha histórica: Campeão Regional Divisão de Acesso (1970 e 1974)

Última aparição profissional: Divisão de Acesso 1974 (campeão da chave centro)

Quem sabe um dia…

Equipe Toda Cancha

(Foto extraída do aepan.blogspot.com.br)

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5 Respostas a Vítimas da polarização e do esquecimento – parte IV

  1. Tchê, apesar de ser uma série GENIAL do TC, é triste ler e constatar que tantos clubes importantes não existem mais e/ou realizam apenas trabalhos com categorias de base e similares.

    Saúdo, nesta publicação, o Estrela, que junto com o Brasil escreveu uma página muito bonita para o futebol gaúcho: http://www.youtube.com/watch?v=01p20ResRXk

  2. Parabéns pelas matérias. Nosso futebol está morrendo! Em pouco tempo ficaremos somente no nosso ostracismo enquanto vemos outros estados com futebol firme, forte e competitivo.
    A propósito: Já ouvi falar de uma tal de Associação Atlética Assisense de São F de Assis que disputou a terceirona, mas nunca tive confirmação, sabes de algo:
    abr. até mais

  3. Natan Dalprá Rodrigues diz:

    #2

    Obrigado pelas palavras. Demos uma procurada por aqui e não há registro nenhum de participação desse clube. Em que ano teria sido, Telmo?

    Abraços!

  4. olha só: http://ricardoseibt.blogspot.com.br/2009/05/flamengo-de-sao-chico-comemora-29-anos.html perguntei pra várias pessoas, sobre isso, mas talvez o pessoal lá de SF de Assis tenha confundido a Série C com o Gauchão Amador.

  5. clovis alberto koppe diz:

    Em porto alegre desapareceram o nacional(ferrinho),o renner(cmpeão gaúcho de 54),o força e luz,o lami e o porto alegre.Na grande porto alegre desapareceram o veronese e o canoas na mesma cidade,o sapucaiense está em licença,o cerãmica tambem,o Lansul de esteio o gremio leopoldense e o nacional,ambos de são leopoldo.Em taquari o pinheiros e o taquariense.En lageado o são josé e encantado o clube do mesmo nome.O juventude de guaporé;o pradense de antonio prado,o botafogo de fagundes varela.O taquarense de taquara,o igrejinha,alem do mundo novo de trea coroas.O flamengo de horizontina e o aurora de cerro largo.O gepo de tupaciretan.Os tres de cruz alta:guaraní,nacional e riograndense.Houve tambem muitos que desapareceram com as malditas fusões;cruzeiro de são borja,elite,tqmoio e gremio santoangelense;o tabajara eo guaiba de getulio vargas,o veterano e o gloria de carazinho.Faltam muitos aíndapois são 2h da manhã.Clovis alberto koppe.Ps:guaraní de cachoeira,são josé e rio branco de cacoeira ao mesmo tempo que o cachoeira fc.Tambem o guarní atlantico de santa maría,o ferro carril,sa viana e o uruguaiana;o armour,o 14 de julho o gremio sntanense e o fluminense de livramento.E,vai longe a lista.Futebol gaúcho decrewcendo.

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