Que lembranças! Que noite! Que jogo, meus amigos!

2004-xv-de-novembro-x-vasco

EM CHAMAS, o Toda Cancha inicia mais uma de suas séries intermináveis, com uma VERVE sentimental e indescritível, nossos cancheiros contarão a história INTRÍNSECA por trás jogos inesquecíveis de seus clubes, peleias não necessariamente decisivas ou lembradas pela mídia, mas sim que possuem um valor incomensurável para a vida cancheira de cada um.

Para abrir os trabalhos, chega o homem de Campo Bom, Cássios Diogo Schaab, contando-nos sobre a partida que que mais REVERBERA em sua alma até hoje, a segunda partida entre 15 de Novembro e Vasco pela Copa do Brasil de 2004.

MEU-JOGO-ETERNO

Para a maioria dos gaúchos, dos brasileiros, enfim, dos cidadãos do mundo era uma quarta-feira normal. Pois para mim não, para mim foi uma quarta-feira que nunca mais saiu da cabeça e principalmente do coração. Foram muitos anos acompanhando meu 15 até o ver jogar uma Copa do Brasil. Foi uma loucura o jogo de ida já aqui no Sady, com expulsão do Marcelinho Carioca e tudo,  mas o jogo da volta era em uma cancha clássica do país: São Januário. Palco de grandes jogos, de confusões, mas sem dúvida de grandes exibições de Dinamite, Pantera, Valdir Bigode, Pedrinho e claro, o maior de todos, Romário.

Pois naquela noite nenhum cara famoso brilhou. Famoso no Rio, porque aqui no RS já faziam história. Mas antes de falar do jogo, vale lembrar de como fiz para olhar a peleia, já que um deslocamento ao Rio não era viável. Quem já esteve em Campo Bom, certamente já comeu um xis e tomou uma birita na Free-Way Lanches. Pois oi lá que nos reunimos, eu e mais um grande amigo, na época presidente da Camisa 15, o Leandro.

Qualquer resultado já seria uma grande glória, não ser goleado, melhor ainda. Pois não é que foi tudo diferente. A trupe comandada por Mano Menezes entrou no gramado de São Januário naquele 07 de abril com nada mais, nada menos que nomes como Perdigão (REI), Dauri, Marcelo Muller, Luiz Oscar, Marcelo Pitol e por aí vai. Mas não é que Geninho mandou um time titular e entre eles Beto Cachaça, Valdir Bigode, Fábio entre outros. Mesmo assim, tomando um gole de refri olhei para o Leandro e disse: “Vai dar, sei que vai dar”, e a minha confiança estava certa, mas não foi fácil. Primeiro tempo acabou 0 x 0 mas poderia ter sido um monte, pra eles.

Ainda no 0 a 0 Beto dribla Pitol e coloca na rede, pelo lado de fora. A confiança aumentou e Dauri a confirmou. Recebeu passe dentro da área, girou e estufou a rede do Fábio. Já estávamos no lucro, pois para ser eliminado no tempo normal, dois gols do Vasco, um era pênaltis. Pois antes do Vasco pensar em fazer gol, um tal Vitor Boleta fez pênalti em Bebeto (Bebetogol). Canhoto bateu, Fabio pegou mas o rebote foi ao encontro do batedor que empurrou pra rede. Na Free-Way já estávamos em êxtase e vejo meu presidente chorando, claro que o acompanhei. Para a festa ficar ainda mais completa, Dauri meteu mais uma bola no ângulo de Fábio. Se foi zebra eu não sei, só sei que foi pura emoção. Na esquina da Brasil com a Adriano Dias, era festa, buzinaço e tudo mais que vocês podem imaginar. Mas tudo isso foi maior quando eles voltaram a Campo Bom. Festa e mais buzinaço. Cenas inesquecíveis, que me arrepiam só de lembrar e uma lágrima de lembrança quase escorre ao escrever. É duro não te ter mais em quarta de noite domingo de tarde ou até em segunda a noite quando o jogo era adiado para “esperar” a turma voltar do litoral. Um dia vamos nos reencontrar, um dia quero servir-te mais e melhor. E um dia quero voltar a Free-Way, a Brasil, mas aí, será para comemorar um título grande, coisa que vizinho nenhum conseguiu.

De mãos trêmulas, de coração partido e esperançoso pelo regresso, direto da Capital da Ciclovia e do Calor (e faz calor aqui esses dias),

Cássios Diogo Schaab

Publicado em 15 de Novembro, Série Meu Jogo Eterno. ligação permanente.

2 Respostas a Que lembranças! Que noite! Que jogo, meus amigos!

  1. ELFUNI ZANIOL diz:

    RIO GRANDE, RIO GRANDENSE E SÃO PAULO = S C INTERNACIONAL ARROIO GRANDE, ARROIO GRANDE, BAGUÁ, FARPEL, BRAPEL, BRASFAR = 10 CLUBES = UM CAMPEONATO À PARTE COM MUITA RIVALIDADE (SADIA). = MOTIVACIONAL E ESTÁDIOS SEMPRE LOTADAOS.

  2. ELFUNI ZANIOL diz:

    SOU MENTOR RESTAURAÇÃO DE FUTEBOL VARZEANO , MUNDIAL E CONSEQUENTEMENTE COPA DO MUNDO NESTA MODALIDADE ENVOLVENDO 193 PAÍSES OFICIAIS E OS 4 NÃO OFICIAIS.

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