Demo vanti!

4

Típico dia de Serra Gaúcha na cidade dos parreirais. Aos céus de São Pedro, nuvens carregadas de TORRENTES de água esperaram DESPACITO a hora certa de cair. Ao som do hino do GLORIOSO, foguetes, rojões e até confetes UNGIDOS foram largados pelo santo que, ao que tudo indica, parece ser Alviazul. Porém se ele pensa que ajudou, está muito enganado. São três jogos debaixo de chuva, três empates. Será que está aí o ponto fraco do Esportivo?

A escuridão que apareceu de trás dos MONTES do Vale dos Vinhedos, fez estrago no gramado, mas ao mesmo tempo, deixou as coisas mais atrativas. A PIOVA não assustou os poucos GRINGOS que se fizeram presentes na ALTITUDE para acompanhar mais uma PELEIA, e das brabas. O adversário, acostumado com o calor de Crissiumal, sentiu no couro o que é LA SIERRA de verdade. Ambos MIRANDO a classificação no horizonte, os dois times entraram em campo com a pegada de um bom e velho GUASCA buscando o triunfo. Somados com chuva, gramado pesado e carrinhos rasantes a quilômetros por hora, Esportivo e Tupi protagonizaram mais uma partida típica de Divisão de Acesso.

Na história do confronto, apenas três jogos aconteceram entre as equipes, com uma vitória para cada lado e um empate. No primeiro turno, jogando no ARDENTE Rubro-Negro, as equipes ficaram na igualdade em 0 a 0. Campo encharcado? Lamaçal? Escuridão? Que nada! Os refletores realizaram o papel do sol e a drenagem ajudou a conter a água, porém, mesmo assim, a cancha pesada OBSTACULIZOU os QUERA dentro das quatro linhas, complicando o jogo com a pelota no verde e fazendo as equipes utilizarem a bola aérea para chegar ao gol adversário.

Sem se FRESQUEAR, a INDIADA foi para campo pelejar em busca da classificação. A primeira oportunidade de gol foi dos donos da casa, os quais chegaram ao ataque com chute de Araújo, ALÇANDO a bola para o céu e avante. Na resposta, Felipinho chutou MOROSAMENTE em direção ao gol para a fácil defesa de Júlio César. Logo após, em bela jogada coletiva, Marco Antônio apossou-se da área adversária e meteu no canto do goleiro, passando muito perto da trave. De RICOCHETE, em cobrança de falta, o Tupi chegou forte no ataque, obrigando o goleiro Alviazul a BOFETEAR a bola para fora.

2

Durante a primeira etapa, uma cena um tanto quanto inusitada alarmou o treinador Badico. A sua ALIANÇA de casado resolveu entrar em campo também, se perdendo no meio do verde da lateral do gramado. Com a ajuda de gandula, maqueiro e tudo mais, o anel foi encontrado com sucesso. Depois do friozinho na barriga e já imaginando a cara da PATROA em casa, tudo voltou ao normal na beira do gramado para o treinador, com seus gritos e com suas palavras INDÓCEIS de comando.

Mesmo com um DILÚVIO caindo sobre as cabeças dos VIVENTES, o primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio das equipes, possuindo chances claras de gols para ambas as equipes. Em um grande lance de ataque, Marco Antônio recebeu uma bola em profundidade, invadindo a área e sendo derrubado, pênalti NÃO marcado pelo “VELHO CADUCO” como é acostumado a ser chamado o árbitro por aqui. Antes do fim da primeira etapa, o Esportivo chegou mais uma vez com perigo, desta vez na bola parada, através de Marco Antônio, o qual cabeceou a bola nas mãos do goleiro Jonatas. Sem nenhum “OIGALÊ” expressivo, o primeiro tempo terminou zerado.

Na etapa derradeira, a chuva ARRANCOU-SE das dependências do estádio para deixar as coisas menos difíceis para os jogadores. Porém, se antes o jogo estava ESBRASEANTE mesmo com a chuva, sem ela o jogo ficou morno, sem grandes oportunidades de gol para as equipes. Os dois times arriscavam apenas em chutes de longe, sem mira e sem calibre. “PORCA MISÉRIA”. Mas em uma jogada de efeito, Matheus Leiria deixou a bola no meio para Marco Antônio chutar para fora, perdendo mais uma chance de gol a favor dos FORMAIO. As oportunidades vieram apenas no ENCANDECER do céu sereno. Em mais uma grande chegada ofensiva do Esportivo, Vinícius chegou à linha de fundo, cruzando para William Ribeiro que na pequena área… MA DIO, mais um perdido. Na RAÇA a La Badico, o Esportivo se jogou no ataque em busca do gol. No último lance da partida, em cruzamento para a área, André Bahia subiu mais alto que a defesa adversária, cabeceando a bola no chão, obrigando o goleiro Jonatas a fazer um fenômeno quase que INVEROSSÍMIL, salvando o que seria a vitória do Esportivo na partida.

5

Depois de tanto PELEJAR para garantir seus nomes na próxima fase do ACESSÃO, no final, todos saíram com a classificação antecipada em mãos. Sem acomodações, o Esportivo entrará em campo na próxima quarta-feira para o grande, imenso, aguerrido e idolatrado “CLÁSSICO DA POLENTA”, visando dar o troco da ÚNICA derrota sofrida pela equipe Alviazul na competição. Badico já afirmou: “Vamos jogar com o que temos de melhor!” Com dois clubes que possuem a POLENTA como apoio vital, tudo pode ocorrer dentro das quatro linhas. Certeza, só uma: a peleia está armada, os dentes estão ROSNANDO, o APETITE de vitória está aumentando. Quem é o BAGUAL que aguenta tanta ansiedade? Haja BESTEMADAS…

Ficha Técnica:
Esportivo: Júlio Cesar, Thiago Steffen (William Ribeiro), Ilson, André Bahia e Roger Bastos; Pedro Júnior (Lucas Lis), T-Rex, Marco Antônio e Juninho Tardelli; Araújo (Matheus Leiria) e Vinicius. Técnico: Badico

Tupi: Jonatas, Thiago Bob, João Carlos, Talherme e Richard; Jeferson, Luis Felipe, Diogo (Bruno Flores) e Felipinho (Vinícius); Da Silva (Léo Jaques) e Maicon Santana. Técnico: Paulo Marques

Fotos: Kévin Sganzerla/FML Assessoria

Kévin Sganzerla

Publicado em Divisão de Acesso 2016, Esportivo, Tupi de Crissiumal com as tags , , . ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *