Como entregar um jogo em 3 passos – Um curso rápido em Rio Grande

DSC_0004-611x285

A noite que abriu o carnaval virou uma tragédia em Rio Grande. O Aldo Dapuzzo, como já não é novidade para ninguém, estava LOTADO, principalmente pela grande ideia da direção de liberar a entrada para mulheres. O estádio fica mais bonito e trazemos elas para a cancha, o que é sensacional. 

Mas essa foi a única coisa boa do jogo. A derrota por 3×1 para o Novo Hamburgo foi marcada por uma derrota que pode ser resumida em três erros e eu, como um MESTRE (ou Tio), vou apresentá-los com calma.

1) Diga aos seus zagueiros que está liberado errar passes na área de defesa. Se acertar no pé do mais veloz do adversário, melhor ainda! Nossa dupla de zaga de Cleylton e Lacerda, que é ruim, cometeu um erro de jogo do MIRIM e deu um presente embaladinho pra Conrado. O rapaz não fez desfeita e se lambuzou para abrir o placar.

O mais irritante desse gol dado é que ele aconteceu logo na metade da primeira etapa, justamente quando o Leão era muito melhor em campo. A movimentação de Cleverson e Chico funcionava pelas pontas e as jogadas apareciam. Quando o melhor time do Gauchão parecia batível, o São Paulo se golpeou na boca do estômago.

Existem gols que matam um estádio, e esse foi um deles. O Aldo Dapuzzo que pulsava, cantava e tremia com a equipe se calou na hora do tento em um misto de raiva, tristeza e frustração. Quando o time erra desse jeito, não há como culpar a torcida.

Ela acordou aos 47 do primeiro tempo, no apagar das luzes (literalmente, os refletores deram uma piscada e uns AMEAÇO mas aguentaram), quando o nosso centroavante, Leandro Rodrigues, empatou com um testaço bem no cantinho do arqueiro do Nóia que só olhou a gordinha balançar a rede.

Parecia que esse gol tinha corrigido o erro do primeiro gol e que a etapa complementar seria mais tranquila. Parecia, só parecia…

2) O segundo passo é simples. Tome um gol de lateral, deixe Jardel, um dos jogadores mais experientes do campeonato gaúcho, solito na cara do goleiro. Ele vai marcar e calar o estádio. De novo.

Cleylton é um bom zagueiro, mas acredito que esse foi a pior partida dele com a camisa do São Paulo. Parecia estar dormindo em campo, desligado. Será que o beque estava em clima de DECRETO e com a cabeça no carnaval? Se alguém me disser que ele tava, não discordarei.

Com 17 minutos do segundo tempo o Novo Hamburgo voltou a frente do placar e tudo pareceu degringolar. A torcida desistiu e com razão: não dá pra se motivar depois do time entregar dois gols. O apoio é constante, mas o mínimo de RESPEITO é necessário, e nessa sexta ele faltou. O que nos leva ao terceiro passo.

3) Faça substituições esdrúxulas e descompensadas. Eu já elogiei o Gilson Maciel pela ousadia, mas dessa vez ele simplesmente enlouqueceu. Trocou os dois laterais e colocou Leomir, um meia habilidoso e rápido, para cobrir as subidas dos volantes pelo lado. Não sei se faltou inteligência ou humildade para fazer o simples, mas as mudanças não funcionaram e nem pareciam ter como funcionar.

Nessa bagunça o terceiro gol foi natural. Contra do Cleylton COROANDO sua péssima atuação. Sei que foi um acidente de percurso e que ele pode mais, porém essa atuação em particular foi basicamente inaceitável e serve perfeitamente para alguns puxões de orelha durante a semana.

Por fim, quero dizer que não entendi a manifestação de um dirigente colocando o cargo a disposição ao final da partida. Logo após uma derrota, ele pareceu querer chamar a atenção, o que é inacreditável considerando a luta que a direção tem que passar para colocar o time em campo. Problemas existem em um clube, mas devem ser lidados internamente. Uma manifestação como essa só piora a situação que ainda é controlável.

O sinal vermelho contra o rebaixamento se acendeu no Aldo Dapuzzo e o clássico no final de semana que vem em Pelotas, contra o Brasil, virou o jogo mais importante desse estadual. Uma derrota pode ser trágica. Te encontra, Leão! E que os erros tenham sido gastos todos na sexta.

Direto da Noiva do Mar,
Gabriel Bresque

FOTO: João Pedro Figueiredo/SCSP

Publicado em São Paulo-RG, Sem categoria com as tags , , , . ligação permanente.

Um comentário em Como entregar um jogo em 3 passos – Um curso rápido em Rio Grande

  1. Minha impressão é a de que o Gilson não ta conseguindo ser feliz (ademais, vi pouco). Por outro lado é foda trocar de comando agora, campeonato de tiro curto e o final é logo ali. No mais, tomara que dê tudo certo, o Leão merece demais estar na elite do futebol gaúcho

    SÓ TOQUINHO SALVA

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *