Ascensão e queda são dois lados da mesma moeda

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Excetuando a letra inicial do nome das agremiações, Aimoré e Avenida há tempos não apresentam maiores similaridades nessa Divisão de Acesso. Os alviazuis que começaram a competição com pompa e circunstância apresentam um declínio técnico que coloca em risco a passagem da equipe para outra fase da competição. Em outra banda, os verdes y blancos cresceram durante a ENCRENCA e jogaram a peleia de ontem já garantidos nos matas do CAIROLÃO.

Declínio Capilé

Desde que começou essa QUIZUMBA toda, o pensamento foi sempre o mesmo: “o time é limitado e vamos ver até onde vai”. No mesmo caminho, sentia-se que Claiton retirava bebida láctea de pedra para colocar o Índio na liderança de sua chave, mas do mesmo modo que o DT erra, chega um momento em que o GARÇOM entrega a conta.

Contra o Periquito da terra do chopp os desfalques foram cinco, dentre eles, Élton, capitão e um dos pensadores do time e Marco Antônio, goleador do Aimoré na competição. Na tentativa de equilibrar as situações, um 3-5-2 foi montado. Infelizmente, não deu certo.

Um esforçado, mas nada produtivo, time foi mostrado ao torcedor leopoldense que atendeu ao chamado do clube e lotou as dependências (as que foram liberadas pelos Bombeiros mais exigentes da face da Terra ou você conhece algum outro estádio onde precisa ter um HIDRANTE?) do Monumental do Cristo Rei.

Numa primeira etapa morna, onde as poucas chances foram egressas de bolas FANTASMAGÓRICAS, o golo capilé saiu após um lampejo de Diogo que fez boa jogada e bateu forte no pé da trave, no rebote, Irapuan Júnior – jogando descontado – dominou e guardou na rede. O placar de um a zero para os aimoresistas não traduzia uma superioridade, mas no máximo um prêmio para uma batalhadora equipe, onde o esforço de Nenê e Tiago Alemão eram comoventes.

Foto POUSADA da - talvez - última apresentação do Aimoré em casa no ACESSÃO.

Foto POUSADA da – talvez – última apresentação do Aimoré em casa no ACESSÃO.

Após o sorteio de uma BIKE para os adeptos presentes, o segundo tempo chegou e fez com que mudassem um pouco las cositas. O Nida retinha mais a bola e o escrete capilé esperava a hora certa para o contra-ataque, sendo que este nunca ocorreu como deveria. Com Roger, Maurício e o veterano Alexandre, o lado direito do Aimoré se viu em total PÂNICO.

O time cansou e cada vez menos conseguia produzir algo a não ser esparsas jogadas de lado, nem mesmo o ingresso de Patrick e Jader alterou o panorama. Numa das tantas escapadas do alviverde, o cruzamento de Roger encontrou a perna direita de Saldanha que acabou fazendo gol contra e empatando a peleia.

A verdade é que o visitante deixou de vencer, pois, Nicolas e Tiago Alemão evitaram duas chances claríssimas do time santacruzense que, além de tudo, demonstrou uma tranquilidade perante todos os infortúnios e problemas aimoresistas.

Decepção total da hinchada que não perdoou Claiton quando este sacou Irapuan ao fim do jogo e o velho grito de BURRO ecoou no bairro Cristo Rei. Não creio que foi somente a substituição que descontentou a todos, mas sim a inoperância tática e técnica do time contra um adversário que se mostrou de sangue doce e totalmente relaxado.

Com mais sorte do que juízo, o Índio só depende de si para obter a classificação, para tal, basta vencer o Internacional de Santa Maria no próximo sábado na cancha alvirrubra. Além de cuidar a questão do saldo de gols ante o Guarani de Venâncio Aires. O Aimoré leva vantagem de quatro gols contra o rubro-negro mateador.

Sem unhas,
Natan Dalprá Rodrigues

Ascensão alviverde

Há uma rodada do término da primeira fase do acesso, aquele time que foi fortemente criticado no início da competição, vem de uma sequência de seis jogos no returno, onde venceu quatro e empatou dois. Sequência que mostra uma crescente dentro da competição, onde a equipe alviverde consolidou-se na liderança isolada do grupo A, mesmo estando na chave mais equilibrada dos últimos anos.

Para quem vê de fora, é a campanha que todo torcedor clama. Mas pra quem acompanha de perto, nota que o torcedor alviverde é exigente, ele quer ver uma atuação acima da nota 9 em todos os jogos, e quando ela cai, mesmo que o resultado positivo apareça, ele vaia. E fez diante do Guarany na última semana.

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Se existir algo mais irracional que o torcedor, eu ainda não conheci. Mas dentre os loucos irracionais, enfrentando eles, temos o time que venceu dois clássicos, se impôs em grande parte dos jogos e venceu, porém me parece que só convencerá muitos, com o acesso. Contra o Aimoré foi diferente, foram dois empates e dois jogos parelhos. Em casa, o Periquito que vinha de derrota fora de casa na estreia, abriu 2 x 0 no placar e acabou levando o empate; fora, saiu atrás no marcador e acabou a peleia em 1 x 1. Foi gol contra? Foi sim, mas assim como gol de coxa vale três pontos, gol contra pode valer um também.

Agora, o Avenida vai para a última rodada da fase, jogando em casa, diante do Pelotas. Joga para consolidar a liderança do grupo, a qual é dono hoje, com 23 pontos conquistados, visando decidir os matas em casa. Para o jogo, não conta com o arqueiro Alexandre Villa que lesionou na partida diante do Aimoré, nem com o camisa 9 Hyantony que – provavelmente – forçou o terceiro amarelo diante do Índio Capilé e cumpre suspensão, assim como o técnico Fabiano Daitx que tem suspensão a cumprir ainda, deixando o comando da equipe por conta do preparador físico Lincoln Bender.

Todo gol do Nida é bonito, não perturbem (ns),

Sabrina Heming

GAÚCHO SÉRIE A2 – 1ª FASE – 13ª RODADA
AIMORÉ 1 X 1 AVENIDA

Data: 1º de maio – segunda-feira
Horário: 16 horas
Local: Estádio Cristo Rei – São Leopoldo
Arbitragem: Jonathan Pinheiro
Assistentes: Mateus Rocha e Luiza Reis
Cartões amarelos: Saldanha (Aimoré), Maurício (Avenida), Hyantony (Avenida), Tiago Correa (Aimoré)
Gols: Irapuan, do Aimoré (44 min/1º T), Saldanha, contra, para o Avenida (25 min/2ºT)

AIMORÉ: Nicolas; Nenê, Gullit, Renato Saldanha, Tiago Alemão; Diego Superti, Diogo, Tiago Correa e Maxsuel (Jader), Janderson (Léo Rincón); Irapuan Júnior (Patric).
Técnico: Claiton Santos

AVENIDA: Villa (Rodrigo); Tiago Bocão, Luís Henrique, Valença e Roger; Geison, Reinaldo, Márcio Reis (Rogélio), Maurício; Alex (Alexandre) e Hyantony.
Técnico: Lincoln Bender

Fotos: www.indiocpaile.net

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