Polenta x cuca: e aí?

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Chegamos ao certame final do ACESSÓN 2017, agora são apenas oito equipes em busca das duas vagas para a elite no próximo ano. E para os duelos do MATA OU MORRE das quartas-de-final, chegamos com a trajetória de duas equipes do confronto que se inicia no próximo domingo, duelo da POLENTA x FUMO, onde o alviazul da serra recebe o periquito da Terra do Fumo e após devolve a visita nada amigável, ns.

Dito isso, os cancheiros Sabrina Heming e Kévin Sganzerla chegam com suas conclusões sobre a trajetória das equipes até aqui, além das famigeradas previsões para o duelo. Confiram abaixo as expectativas de ambos os lados!

Esporte Clube Avenida

avenida tc

Time-base: Rodrigo; Itaqui, Luís Henrique, Rogélio (Valença) e Roger; Toto, Reinaldo, Geison, Moisés Baiano (Willian Ribeiro) e Maurício; Hyantony.

Técnico: Fabiano Daitx

Trajetória: O caminho do Periquito até a classificação foi de ascensão, afinal a equipe fez suas três primeiras rodadas sem dar grandes expectativas ao torcedor, mas após a goleada no primeiro clássico, a equipe EMPOLGOU e não foi páreo para quase todos os adversários, sendo derrotado apenas pelo Guarani VA, em casa. A estreia do Avenida foi longe de casa, onde perdeu para o Pelotas pelo placar de 2 x 1 na Boca do Lobo, em um jogo onde parecia que tudo daria errado, pois tivemos a expulsão de Márcio Reis  já na estreia e a derrota foi com um gol absurdamente impedido. A segunda e a terceira rodada foram de empate, uma entregada monstra para o Aimoré em casa, quando o placar estava com 2 x 0 a favor e após um empate sem gols contra o Guarany, em Bagé. A quarta rodada reservava o retorno do maior clássico do (meu) universo, o AveCruz, e mesmo ainda meio desconfiado com o time, o torcedor alviverde lotou seus espaços e foi então que viu a primeira vitória na competição, com direito a goleada sobre o rival, quando o Avenida aplicou 3 x 0 ao natural, no Galo carijó. No meio da semana, pós goleada no clássico, o Avenida foi até São Gabriel, quando saiu perdendo logo nos minutos iniciais do jogo, mas virou o placar, acabando com um 2 x 3 e uma torcida devidamente empolgada com a equipe que estava vendo em campo. A primeira debreada na empolgação ficou por conta do Inter SM, que na sexta rodada dividia a liderança com o Periquito e assegurou o empate sem gols, no Presidente Vargas, e como um capítulo de novela mexicana, na última rodada da primeira fase o Avenida recebeu o Guarani VA nos Eucaliptos, e adivinhem? Sofreu a primeira (e única até então) derrota em seus domínios, pelo placar de 1 x 2. Com o primeiro turno finalizado, o Avenida foi até Venâncio Aires reencontrar o rival Guarani para o primeiro jogo da segunda fase, e novamente com um homem a menos após Rogélio ser expulso (assim como Fabiano Daitx que está cumprindo suspensão até hoje), as equipes ficaram no empate em 1 x 1. Estava na hora de retomar a boa fase, e foi recebendo com Inter SM nos Eucaliptos, que o Avenida aplicou a maior goleada da competição até aqui, quando fez 6 x 0 ao natural, com direito a hat-trick de Hyantony. Na partida seguinte, novamente em casa, Hyantony mais uma fez presenteou o torcedor com um hat-trick e o alviverde venceu o São Gabriel por 3 x 0. Domingo, 11 horas da manhã e o torcedor alviverde dirigiu-se ao Estádio dos Plátanos para ver o segundo clássico AveCruz do ano, e em um dia onde parecia ter um sol para cada santa-cruzense, Maurício finalmente desencantou, balançou o barbante e deu a vitória por 0 x 1, ao Periquito. Pós clássico, talvez a partida mais feia do Avenida no ano, quando recebeu o Guarany nos Eucaliptos e venceu por 1 x 0, em um jogo onde até observar a distribuição das estrelas parecia mais interessante ao torcedor que foi ao estádio. Na penúltima rodada, onde mais uma vez o Avenida jogava em busca da liderança diante do Aimoré no Cristo Rei, outro empate com o índio Capilé, desta vez pelo placar de 1 x 1 e para a última rodada diante do Pelotas, o Avenida precisaria apenas a vitória para consolidar a liderança isolada da chave. E a vitória veio, com o placar magro de 1 x 0, mas com uma boa atuação do time, diante da forte equipe do Lobo. Assim sendo, o Avenida acabou a primeira fase como líder isolado da chave A, com 26 pontos e podendo decidir os matas em casa.

Ponto forte: não há como negar que o nosso ataque, em especial com Hyantony, que é o goleador da competição até o momento com 12 gols, tem sido um dos diferenciais da equipe no campeonato, sem deixar de mencionar que quando ele não pode jogar (contra o Pelotas), Márcio Reis chamou a responsabilidade e fez o gol. Porém, estamos falando também da melhor defesa do campeonato, que tomou apenas 10 gols em 14 jogos e tem zagueiros que além de fechar a defesa, também balançam o barbante adversário, e nisso podemos citar os três principais homens da defesa (Rogélio, Luís Henrique e Valença), todos com bom desempenho tanto na defesa, quanto no ataque quando acionados.

Ponto fraco: o que ainda deixa o torcedor um pouco CABREIRO são as baixas em algumas atuações que acontecem em meio ao nada, como foi diante do Guarany, quando muitos criticaram a equipe. Porém, eu Sabrina, vejo isso como uma sequência forte de jogos nos finais e meios de semana, que acabaram deixando a equipe com um certo desgaste físico, o que é natural, são humanos e não máquinas.

Pode surpreender: Chegado como um dos reforços da série A, Felipe Tchelé tem feito boas partidas no campeonato e se mostrando um homem veloz e de atitude do meio pra frente, sempre aparecendo com boas jogadas e incomodando a defesa adversária. Ali pode estar a surpresa para os adversários e mais um motivo de alegria ao torcedor alviverde.

Previsão alviverde: meu lado clubista diz que nossa equipe é maravilhosa e estamos chegando na A (ns), mas eu tenho um lado realista que me lembra que o Esportivo é uma equipe cheia de jogadores cancheiros e experientes, que vai ser longe de um mamão com açúcar esse confronto. Creio que estaremos diante de um duelo parelho, onde o detalhe pode decidir, ou talvez no saldo qualificado. Meu lado torcedora está crendo muito que decidir em casa, já sabendo do que precisa para chegar na semi, vá ser o diferencial para a classificação alviverde.

Foto: Assessoria de imprensa/Julio Mello

Vamos Avenida, falta pouco

Sabrina Heming

Clube Esportivo Bento Gonçalves

Foto: Fabiano Martins/FML Esportes

Foto: Fabiano Martins/FML Esportes

Time-base: Luiz Müller, Douglas Tuchê, Cardozo, João Carlos e Saraçol; Douglas T-Rex, Natan, Araújo, Gustavo Sapeka (Felipinho) e Vinícius; Zulu

Técnico: Alex Xavier

Trajetória: Um início DANTESCO e preocupante marcou o começo da campanha do Esportivo. Após a euforia e o otimismo elevado por conta da vinda de medalhões do futebol gaúcho para a equipe, as primeiras atuações deixaram muito a desejar. Na estreia, com desfalques e um time pouco agressivo ofensivamente, a equipe bento-gonçalvense foi superada em casa pelo São Luiz por 1 a 0. Na rodada seguinte, os mesmos problemas, somados com uma desorganização tática e uma frustrante derrota para o rival Brasil-FAR de virada por 3 a 2, culminaram na demissão do Sir. Badico. Apostando nos poderes do “Professor Xavier”, o Esportivo começou a somar pontos na competição, empatando com o Glória em 0 a 0 em Vacaria e conquistando duas BAITAS vitórias, derrotando o Tupi por 3 a 0, contando com a MAESTRIA de Zulu, e vencendo o União fora de casa pelo placar de 2 a 0. Alguns vacilos durante o campeonato resultaram na angustiante classificação no final. Com um a mais, a equipe do Esportivo foi uma das poucas a perder pontos contra a rebaixada SER Panambi, empatando em 0 a 0 fora de casa. Após esse período como interino, Alex foi efetivado no cargo como treinador do Esportivo para o restante do Acesso. Finalizando o primeiro turno, os gringos arrancaram um pontinho na terra dos alemães de Lajeado, empatando em 2 a 2 com o Lajeadense.

No returno, reeditando o confronto entre alviazuis, os “movidos à polenta” levaram a melhor, vencendo pelo placar de 2 a 0 em seus domínios. Com mais um festival de cabeçadas na área, Zulu, com três gols anotados, ajudou na vitória sobre a SER Panambi por 4 a 2. Voltando para casa, mais um tropicão: empate com placar zerado com o União, deixando o sinal de alerta ligado na Montanha dos Vinhedos. Partindo para os recantos de Crissiumal, uma partida que beirou a várzea, por conta de ações AMADORAS do Tupi e de seus dirigentes e torcedores (Falo mesmo), terminou em mais um tropeço do TIVO, empatando em 2 a 2. E a empatite começou a tomar conta! Em casa, contra o nem tão poderoso assim Glória, o Esportivo ficou apenas na igualdade em 1 a 1, saindo da zona de classificação. Duas rodadas para o término, o Alviazul só dependia de si mesmo para alcançar a classificação, mas como gosta de fazer o seus amantes sofrerem um pouco, o futebol tratou de deixar essa reta final muito mais emocionante para testar os nossos corações. Contra o Brasil-FAR, em casa, o Esportivo, com supremacia, derrotou os vizinhos pelo placar de 2 a 0, voltando ao G4 de seu grupo. Na rodada final, após empate em 0 a 0 com o líder São Luiz em Ijuí, e com 20 minutos de jogo ouvidos pelo rádio, na escuta do confronto na Serra Gaúcha, veio a confirmação! União segura o Brasil e o Esportivo conquista a classificação, SUADA, terminando a primeira fase na 4ª colocação com 22 pontos e com Alex Xavier invicto no comando Alviazul.

Ponto Forte: A grandessíssima maioria dos gols do Esportivo surgiu através de bolas aéreas ou em jogadas de velocidade. Contando com um elenco com uma estatura significativamente alta, Alex Xavier aproveita-se dos bem dotados de altura para realizar jogadas com bolas VIAJANTES na área do adversário. A velocidade está presente principalmente nas extremidades do campo, com Vinícius “FOGUETINHO” e com Sapeka ou Felipinho. A experiência da equipe como um todo, contando com atletas VIVIDOS nesse futebol gaúcho, como Márcio Hahn, Luiz Müller (peça fundamental no time), Zulu, entre outros, é o principal ponto forte do Alviazul. Avenida pode ter a melhor defesa, mas o Esportivo não está muito longe de ser também, afinal, sofreu apenas 11 gols até então.

Ponto Fraco: A falta de efetividade no ataque incomoda! Em diversos jogos durante a primeira fase, o Esportivo pecou em não matar o jogo, desperdiçando gols que, em uma fase de mata-mata, não podem ser desaproveitados. As lesões têm atingido a equipe em um âmbito significativo, com perdas expressivas no elenco titular, até mesmo obrigando alguns jogadores, a exemplo de Zulu, de atuar no SACRIFÍCIO dentro de campo.

Pode surpreender: Sinceramente, não sei quem poderá ou poderia surpreender neste momento, afinal, aqueles que frequentam a titularidade, pelo menos a grande maioria, corresponderam bem às expectativas. Poderemos ter a volta de atletas que estavam se recuperando de lesão, mas tudo depende do tempo, afinal, quando chove aqui, aquela dor no ciático não é fácil de resolver.

Previsão Alviazul: Apesar das campanhas serem bastante diferentes, mata-mata é outro campeonato! Não devemos ter medo do Avenida por ter feito uma grande campanha ou por ter Hyantony, artilheiro absoluto do Acesso no ataque. Mas sim, respeitar é fundamental! Com duas equipes tradicionais dentro de campo, a única previsão possível é de que presenciaremos jogos muito disputados e competitivos, seja “na Montanha ou fora daqui”! Sou otimista, afinal, não vejo outro elenco do Esportivo a não ser esse para subir. Mas elenco é uma coisa, futebol é outra, e espero que demonstrem ao torcedor que sim, NDEMO AVANTI!!!

Vamos Subir Tivo!!!

Kévin Sganzerla

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