Um balde de água fria em Piracicaba

São Paulo perde em Piracicaba na estreia da Série D - Foto: Michel Lambstein

São Paulo perde em Piracicaba na estreia da Série D – Foto: Michel Lambstein

A viagem de 24 horas que quatro torcedores do São Paulo fizeram em um carro para assistir a nossa partida de estreia na Série D contra o XV, em Piracicaba, é perfeita para mostrar como esse jogo foi encarado por todos em Rio Grande: um duelo de suma importância. 

Depois das dúvidas e da troca de direção que seguiram o final ALOPRADO de Gauchão que vivemos, as notícias de reforços retomaram a confiança do torcedor na equipe para a disputa da competição nacional. É um fato incontestável de que o clima interno do clube parece muito positivo e os atletas que chegaram adicionaram ao grupo profundidade e experiência, o que é fundamental em uma competição como essa.

Foi com esse espírito que a equipe de Márcio Nunes entrou em campo no belo Barão da Serra Negra, em Piracicaba: afim de jogo, leve e seguro. Até os comentaristas da rádio dos caras enchiam nosso time de elogios e, quando o final do primeiro tempo se aproximava, os sinais apontavam para um bom resultado para o Leão. Porém, a Série D é uma competição muito difícil e qualquer escorregada pode colocar tudo a perder.

Aos 48 minutos da etapa inicial, minuto final registrado pelo árbitro, Ton escorregou na entrada da área, permitindo Romarinho, melhor jogador Quinzista, ficar cara a cara com Deivity. O atacante botou no canto, sem chance para o arqueiro rubro-verde e abriu o placar para o XV.

Entendo que o campo já começava a ficar molhado no primeiro tempo, mas um volante não pode errar em um momento desses. A zaga com Lacerda e Cleylton é lenta e precisa de uma proteção INFÁLIVEL. Nessa tarde, Ton não foi essa proteção. O erro fica mais duro ainda pelo momento em que ocorreu. Jogando fora de casa, acréscimos é que nem festa de São João: SÓ BALÃO.

Então, o que era um bom primeiro tempo virou um terrível resultado. Especialmente porque a chuva começou a cair com muita força em Piracicaba logo no começo da segunda parte impossibilitando um futebol veloz, que é a principal característica dessa equipe com Abu e Fred Saraiva.

Aliás, qual o problema do São Paulo com centroavantes? Desde o acesso, 4 anos atrás, temos muitas dificuldades nessa posição. Ainda não vi uma boa partida de Neílson e ele segue sendo titular da equipe. Mais uma vez ele produziu pouco e acabou substituido por Lucas Roggia no intervalo. O jovem atacante entrou e saiu ainda nos primeiros vinte minutos com uma lesão. Eu realmente não quero depender apenas de Neílson até o final da competição, NÃO DÁ!

Menos na chuva o São Paulo ainda criou boas oportunidades, especialmente nos pés de Fred Saraíva e Raphinha, que entrou na segunda etapa e mostrou ter capacidade para ser titular. O homem, aliás, teve a melhor oportunidade do rubro-verde, tirada impiedosamente na linha do gol pelo zagueiro Rodrigo, do XV.

O que fica dessa partida encharcada em Piracicaba é o banho de água fria seguido pelo choque de realidade que esse resultado deu no torcedor. Mostramos ter uma equipe igual ou até melhor que a dos paulistas, mas faltou capacidade de definição e o temporal logo após o gol dos caras não ajudou.

É hora de reunir o restante de confiança na cidade para fazer um calor contra o Operário no Aldo Dapuzzo no próximo domingo, dia 28. A vitória virou obrigação, principalmente porque os paranaenses bateram o Brusque na primeira rodada, também por 1×0. O Leão precisa muito de sua torcida se quiser retomar a confiança perdida em Piracicaba.

Direto da Noiva do Mar,
Gabriel Bresque

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