A capital jogará pelo interior – Preview São José x Brusque – Série D

São José 2x4 Brusque - Série D 2009 (Fernando Gomes)

São José 2×4 Brusque – Série D 2009 (Fernando Gomes)

Criada em 2009, a participação dos times gaúchos na Série D do Campeonato Brasileiro tem sido satisfatória, com três acessos seguidos entre 2013 e 2015, Juventude, Brasil e Ypiranga, respectivamente. Neste ano, o campeão gaúcho, Novo Hamburgo e São Paulo, de Rio Grande, já ficaram pelo caminho e apenas o São José de Porto Alegre segue na disputa.

Depois de superar Metropolitano (que também avançou), Ituano e PSTC, o Zequinha tem pela frente os catarinenses do Brusque, segundo colocado do grupo A16.

EC São José

Não achamos time posado do Zequinha (São José Futebol)

Metropolitano 1×0 São José (São José Futebol)

Time-base: Fábio, Marcel, Everton Alemão, Claudinho e Dudu Mandai; Felipe Guedes, Fidélis, Diego Torres, Rafinha e Clayton; Mateus Totô.

Técnico: China Balbino

Trajetória: a campanha começou com uma derrota para o Ituano, em São Paulo, natural, pois era tido como o adversário mais forte da chave. A classificação começou a ser consolidada com as vitórias seguidas sobre Metropolitano e PSTC, duas vezes, com 12 gols marcados nessas partidas. A derrota inesperada para o Metro, na quinta rodada, embolou a chave e a tranquilidade só veio com o êxito contra o paulista do grupo. Lembrando que apenas contra o Ituano em casa que o Zequinha pode jogar no Passo D’Areia com portões abertos ao público.

Ponto forte: a base do Gauchão foi mantida, apenas o lateral Bindé e o volante Carrilho saíram. A espinha dorsal formada por Fábio, Felipe Guedes, Rafinha que atuam juntos desde 2015, dão ao São José, a coesão necessária para encarar um torneio que contou com clubes desmanchados pós-estaduais, ao menos os de sul e sudeste. Reforços que se destacaram no interior também chegaram: Flávio Torres, do Lajeadense, Fidélis, do São Paulo e Ícaro, do Glória.

O ataque do Zeca também merece menção, pois possui o melhor ataque dos grupos do sul e, com isso, destacou-se entre seus semelhantes. Embora PSTC e Metropolitano não sejam vistos como grandes adversários, a força da Zona Norte da capital é perceptível, pois o Ituano não avançou.

Ponto fraco: o gramado do estádio Augusto Bauer pode dificultar até os anfitriões, o São José é um time que toca muito a bola. Se trata de uma incógnita, pois no início do ano estava em ótimo estado, mas contra o São Paulo, na fase de grupos, não estava coisa que se diga, MINHA NOSSA, QUE GRAMADO… O CÉSPED brusquense pode atrapalhar, mas não é certeza.

Pode surpreender: o atacante formado na base, Kelvin, surpreendeu vindo do banco e marcando gols importantes para o Zeca. Olho no amuleto prata-da-casa do norte da capital da província!

Previsão Gaúcha: Zeka Vírus é real e o São José é favorito, tanto pela base mantida desde o início de 2017, como pela profundidade do elenco, reforçado antes do final da primeira fase.

Régis Nazzi

Brusque FC

Brusque 3x1 XV de Piracicaba (O Cancheiro)

Brusque 3×1 XV de Piracicaba (Lucas Gabriel Cardoso/Brusque FC)

Time-base: Dida; João Carlos, Neguete, Lucas Costa e Ronaell; Carlos Alberto, Valkenedy, Eurico e Max (Carlos Magno); Careca e Wilson Júnior

Técnico: Jerson Testoni, vulgo Jersinho.

Trajetória: o ano em que o Quadricolor completa 30 anos vem sendo espetacular. No Catarinense, o clube brigou na parte de cima da tabela durante quase todo o certame e, caso não haja Copa SC no segundo semestre, já garantiu um lugar na Copa do Brasil. Torneio que rendeu um grande capítulo na história do Marrecão nesse ano, após eliminar o Remo e jogar de igual para igual com o todo-poderoso Corinthians.

A visibilidade, entretanto, acabou desmanchando a esquadra brusquense para a Série D. Jonatas Belusso, eleito o craque do Estadual, vem sendo o artilheiro da Série B do Brasileiro pelo Londrina, por exemplo. Apenas Dida, João Carlos, Neguete e Carlos Alberto permaneceram.

Apesar do elenco montado às pressas, o Bruscão se encaixou rapidamente nas mãos do técnico Pingo e fez uma campanha para o gasto, se classificando em segundo. No Augusto Bauer, a caseira equipe catarinense segue 100%, após fazer duas excelentes partidas contra XV de Piracicaba e São Paulo e suar para buscar a vaga contra o Operário.

Ponto forte: o fator casa vem chamando a atenção nessa campanha do Marrecão. Apesar da média de público razoável – cerca de 800 pagantes por jogo -, a classificação foi toda construída em casa. No último jogo, por exemplo, a torcida jogou junto e cobrou os atletas no momento certo.

Dentro das quatro linhas, destaque para a encaixada dupla Careca e Wilson Júnior, responsável por mais da metade dos tentos quadricolores, e para o arqueiro Dida, em ótima fase nessa Série D.

Ponto fraco: a saída do técnico Pingo, justamente após o término da fase de grupos, pode ser um fator que complique a vida do Brusque. Jersinho, auxiliar e responsável pelas categorias de base, assumiu a casamata quadricolor. A ideia é seguir o padrão que o antigo treinador vinha empregando na equipe.

Para o confronto contra o Zequinha, dois problemas pontuais também podem complicar: Carlos Alberto e Max, pilares da meia-cancha, sentiram durante os treinamentos e podem desfalcar a equipe.

Pode surpreender: Jersinho, o novo comandante, tem tudo para dar continuidade ao trabalho de Pingo e começar a se firmar numa carreira de treinador.

Previsão Quadricolor: depois de uma primeira fase irregular, o Brusque precisa manter a força caseira. Como a partida decisiva vai ser em Porto Alegre, no sintético do Passo D’Areia, é imprescindível manter o 100% no Augusto Bauer e, de preferência, não sofrer gols. Se emular a veia copeira do primeiro semestre e a torcida colar junto, o Brusque tem tudo para seguir fazendo história e, quem sabe, comemorar suas três décadas de vida com um acesso.

Lucas Gabriel Cardoso

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