Um Duelo de Jalde-Negros

TAC 1x0 Bagé - 2012 (Jornal Atos e Fatos)

TAC 1×0 Bagé – 2012 (Jornal Atos e Fatos)

Depois de duas extensas fases, que os Jalde-Negros passaram sem maiores dificuldades, chegou a hora dos dois se enfrentarem pelo mata-mata da Terceirona. Ambos caíram na fatídica Divisão de Acesso de 2011 e de lá pra cá, já viram seus rivais levantarem o caneco da INFERNONA, Tupi em 2013 e Guarany no ano passado.

Sem mais delongas, abaixo, um resumo de Bagé e Três Passos na competição, a expectativa das torcidas sobre o confronto e a ansiedade para o confronto que começa hoje, às 15 horas, no CT do TAC. A volta, deverá ser no mesmo horário, só que no domingo, na Pedra Moura.

Grêmio Esportivo Bagé

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Time-base: Luiz Chaves; Matheus Ferreira, Diego Rocha, Wesley Silva e Gustavo Nogy; Evandro, Bruno Barbosa, Ângelo e Jéfferson Bernardo; Fernandinho e Castilho.

Técnico: Geverton Duarte

Trajetória: No comando do treinador Paulo de Freitas o jalde-negro da fronteira fez uma primeira fase de 7 vitórias, 1 empate e 6 derrotas. Não satisfeita com os resultados contra equipes que o Bagé enfrentaria na segunda fase, houve troca no comando, desembarcando na colmeia o técnico Geverton Duarte, melhorando o aproveitamento contra essas equipes e principalmente as atuações fora de casa, onde o GEB conseguiu a boa marca de 58,3% de aproveitamento. Nesta segunda fase, em 9 jogos, o Campeão de 1925 acabou com 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, se classificando em segundo lugar, apenas atrás do In*er, assim se credenciando para enfrentar o TAC.

Ponto forte: Ataque. Mais precisamente o centroavante Lucas Castilho, que nos últimos 5 jogos possui media de 1 gol por jogo, o time da fronteira possui o melhor ataque do interior com 43 gols. Há de se citar também o entrosamento, visto que parte desses jogadores se conhecem por já terem vencido a Terceirona do ano passado (caso de Gustavo Nogy, Bruno Barbosa, Angelo e Castilho) e outros por virem há algum tempo jogando pelo Bagé (Jefferson, Evandro e Fernandinho).

Ponto fraco: Ansiedade. Nunca houve tanta pressão para subir como agora. Todos falam que o ano é este, pois julga-se que este é, no papel, o melhor time dos últimos anos.

Pode surpreender: Geverton Duarte. O treinador jalde-negro colocara seu time a jogar pra cima. Se o adversário esperar que o Bagé vá para jogar esperando, vai se surpreender. Sem nenhuma duvida pode-se esperar uma equipe atacando e jogando de igual para igual, como se tivesse em seus domínios.

Previsão da Fronteira: Talvez seja mais fácil acertar na mega-sena, disparado o confronto mais equilibrado do mata-mata. Desde já preparado para ser chamado de ISENTAO, a única previsão que da pra fazer e a de que vão ser dois jogos sensacionais para assistir. Meu palpite é de que o Bagé exorciza o fantasma e sobe para o Acesso.

Kauê Monteiro

Três Passos Atlético Clube

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Time-base: Gabriel; Paulista, Erik, Kauê e Pedro; Felipe, Diego, Paim e Souza; Juninho e Junior Saudade.

Técnico: Daniel Franco

Trajetória: Após duas temporadas afastado do futebol profissional, o Três Passos voltou em 2017 cheio de expectativas, já que sua reestruturação aconteceu a partir de uma parceria com o projeto Futebol com Vida, do empresário Sandro Becker. Fez uma excelente primeira fase, ficando com a terceira melhor campanha no geral, apenas atrás da dupla Gre-Nal, somando 22 pontos em 12 jogos, com aproveitamento de 61,1%. Na segunda fase, a equipe manteve um bom nível, enfrentando dificuldades apenas nos enfrentamentos com o Igrejinha. Contra o Grêmio, o TAC segue invicto na temporada. Terminou a segunda fase em terceiro lugar no Grupo-D, com o mesmo número de pontos do Tricolor de Porto Alegre, escapando do confronto direto com o Inter, o que não pode ser desprezado. O trabalho coletivo da equipe treinada por Daniel Franco é um dos destaques até aqui, assim como a vitalidade física do grupo.

Ponto forte: O sólido sistema defensivo do TAC chama a atenção de forma positiva. Até o momento a equipe tem a segunda melhor defesa do campeonato, atrás apenas do Inter. O jalde-negro sofreu apenas 12 gols em 21 jogos disputados (um jogo foi WO, contra o Elite). A manutenção da defesa, com poucos desfalques, é um dos trunfos

Ponto fraco: Contra equipes bem fechadas, o TAC tem tido problemas em jogos disputados em casa. Por vezes falta uma maior velocidade de transição e uma maior criatividade no setor de armação. Esse é um risco que a equipe pode correr contra o Bagé, nesta quarta-feira, quando a busca por qualquer vantagem será importante para a equipe.

Pode surpreender: O ataque três-passense é rápido e com bom faro de gol. A dupla Juninho e Junior Saudade (goleador da equipe) vem se entendendo bem, e no banco ainda está a disposição o centroavante Cleber, que sempre que utilizado deu boas respostas. A força do ataque é a grande esperança para a torcida taqueana.

Previsão da Fronteira: O confronto contra o Bagé é o mais imprevisível e equilibrado destas quartas de final. As duas equipes estão com campanhas muito parecidas até aqui. O TAC precisa vencer o primeiro jogo e buscar não sofrer gols. Conseguindo uma vantagem, mesmo que mínima, poderá explorar os contra-ataques no domingo, no jogo de volta, uma especialidade da equipe. O apoio do torcedor é fundamental nesse momento, e ele vem dando resposta nos últimos jogos. A projeção de conseguir o acesso por antecipação, se passar desta fase e os prognósticos de Gre-Nal nas semifinais se confirmarem, é apenas um combustível a mais para uma equipe jovem, mas muito dedicada e qualificada tecnicamente. Queremos o acesso e vamos lutar muito por isso!

Vinicius Araujo

Fotos: AI Grêmio Esportivo Bagé / AI Três Passos Atlético Clube

Publicado em Bagé, Terceirona 2017, Três Passos com as tags , , . ligação permanente.

2 Respostas a Um Duelo de Jalde-Negros

  1. Luis Paulo Teixeira diz:

    Deu tudo errado para o TAC. O Bagé é mais time, tanto que ganhou do adversário na casa deste,pelo placar de 2X1. porém, por um descuido da direção Jalde-Negra, que pôs a jogar a partida, um atleta, cujo o contrato já havia sido encerrado. O TAC tomou conhecimento “falam aqui pela fronteira que foi o Guarany tradicional adversário que alertou o TAC” que por sua vez, entrou na justiça, teve os pontos revertidos a seu favor com o placar de 1X0. Foi uma semana de aflição e tristeza, pois o Bagé corria o risco de ser excluído da competição. Mas o bom senso prevaleceu,após ser julgado pelo TJD definiu-se a sentença, o Bagé tinha a partida em casa, e precisava vencer por dois gols de diferença. Foi um domingo dos mais felizes, o Bagé conseguiu o placar que precisava, com o Pedra Moura lotado pela Colmeia Jalde Negra, que empurrou seu time como nunca visto. Agora, que venha o Igrejinha!!

  2. Jalde-negro diz:

    Jalde-negro é só o Bagé.
    A palavra é um ”castelhanismo”, já em desuso, segundo a RAE:
    1. adj. Dicho de un color: Amarillo subido. U. t. c. s. m..
    Isso por dois fatos: a localização da cidade de Bagé, explica a influência e ”mistura” e a antiguidade do clube (a palavra era usada na época).
    No restante de times, o amarelo é ”auri” ou ”áureo”.
    Claro que ninguém está proibido de imitar e seguir utilizando, mas jalde-negro é só o Bagé.

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