A vitória do reencontro

IMG_4587Na noite do dia 3, em partida válida pela 28ª rodada da Série B do Brasileiro, o Xavante ganhou do Juventude por 1 a 0 no Estádio Bento Freitas.  Foi uma peleia difícil, mas no finalzinho Lincom deu alegria pro seu povo.

Há muito tempo não ia ao estádio. Dei umas tropeçadas na vida e parece que desde então, por coincidência ou não, o Brasil entrou numa fase ruim. Era derrota atrás de derrota. Assim como na minha vida, algumas mudanças foram necessárias e o time já não é mais o mesmo. Mudamos de técnico e a casa aos poucos está sendo organizada.

Cheguei cedo ao estádio pra beber o famigerado litrão de Polar com amigos e namorado. Aquele clima que há tempos já não sentia mais. Mas o mais estranho é que por mais que a gente se afaste, quando a gente volta, se sente sempre em casa. É como rever a família depois de uma longa viagem.

Eu estava tão faceira por estar de volta que o único pensamento que eu tinha era que precisávamos ganhar. Eu ia me DESBUNDAR se saísse daquele estádio com uma derrota.

Primeiro tempo foi mais feio que dançar com o irmão (ns). Muita disputa de bola no meio campo, faltas não marcadas, passes errados e poucas chances de gol. Apesar de tudo, senti que o time está mais “ajeitado”, com mais bola no chão e mais marcação.

O Juventude estava tentando criar espaço e aos 17 minutos já colocou o Pitol pra trabalhar. O goleiro rubro-negro defendeu um chute forte do Tiago Marques de dentro da área. Passado o susto, aos 25 minutos saiu a primeira chance clara de gol do Brasil. Itaqui cobrou falta frontal e quase abriu o placar. Matheus Cavichioli fez uma baita defesa e espalmou a bola.

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Era nítido que o Brasil estava melhor em campo, mas a marcação do Juventude estava MURRINHA. Depois que o juizão deu uma de STEVIE WONDER (ns) e não marcou o pênalti em cima do Marcinho, Juninho me perde uma gol feito.

No final do primeiro tempo, Itaqui salvou um gol EM CIMA DA LINHA. Tchê, meu coração já estava desacostumado a tomar CAGAÇO em jogo.

No segundo tempo, o Brasil voltou mais inspirado. O goleiro do Juventude fez cada defesa DE DAR NOJO. Não fosse ele já estaria 2 a 0 pro Brasil, no mínimo. Era cada FERVO DE KISSUCO naquela área que a minha pressão já estava ficando baixa (ns).

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A torcida já estava impaciente, quando Itaqui cobrou falta pela direita e mandou direto na cabeça do Lilcom que só empurrou pra dentro. Caldeirão explodiu! 1 a 0 pra fechar a noite. Tudo o que eu queria era que acabasse o jogo ali e a torcida já gritava o famoso APUTA FILHA DA PITA! O Juventude começou a fazer aquela correria pra tentar empatar, mas não foi feliz.

Final de jogo no Bento Freitas. Que saudade desse clima de vitória em casa. Que saudade da charanga tocando na saída do jogo. Que saudade, amigos! Confesso que a emoção foi inevitável. Como pude ficar tanto tempo sem ti, meu rubro-negro? Com os olhos marejados vi o time agradecendo a torcida e era como se eles estivessem me agradecendo por estar de volta.

Chegamos os 37 pontos e subimos pra 9ª colocação na tabela. Faltam 10 jogos e 8 pontos pro Brasil confirmar a sua permanência na Série B. Parece fácil, mas os próximos adversários serão PEDRADA.

Eu sinto que agora as coisas estão entrando nos trilhos. Não é hora de fugir, é hora de encarar tudo o que vier pela frente. Cabeça erguida, meu Xavante. Falta pouco!

A gente pode até dar umas tropeçadas no trajeto. As coisas nem sempre saem como planejado. Entre derrotas e vitórias o mais importante é nunca esquecer o caminho de casa. Pode demorar um pouco, mas eu sempre voltarei por ti, meu Rubro-Negro.

 Meus amigos, voltei!

Jéssica Gebhardt

| As fotos são da Assessoria G.E.B. – Gustavo Pereira.

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